Diablo® III

Crônicas de "Berserk o Imortal" ATO III P.2

“Atacar um inimigo que chora por clemência, é o caminho do verdadeiro poder”.
“Berserk o Imortal”

ATO III “O BASTIÃO DE ARREAT”

Parte Final

O sol logo irá se pôr. Alguns lugares daquela montanha já não contemplarão a sua luz novamente hoje. Uma ave no céu quebra o silêncio daquele lugar cheio de gente, porém todos concentrados nos dois combatentes que estavam se encarando.
De um lado uma mulher, com seus cabelos vermelhos balançando com o vento. Em seu rosto angelical, seus olhos claros refletiam a luz do sol em um verde reluzente, entrando em contraste com seu elmo que protegia sua cabeça, fosco, com enormes chifres e um pouco avariado. Em sua mão direita uma lança, na esquerda um escudo grande trabalhado em forma de uma caveira. Todo seu corpo estava coberto por uma armadura feita de couro com pelos de animais e metais. Em sua cintura um cinto que amarrava a ponta de uma lança em uma corrente com cravos.
Do outro lado um homem com mais de dois metros de altura. Seus olhos, cabelos e barbas negras lhe garantiam uma aparência dura e viril. Seu elmo possuía enormes chifres, que para aquele povo é sinal de poder. Em sua mão esquerda um enorme escudo parecido com o de sua adversária. Na sua mão direita um malho de haste curta que parecia pesar muito, mas não para aquele que o segurava. Sua armadura possuía cravos por todas as extremidades, e em suas costas, um grande couro de animal com pelos brancos completavam a sua armadura.
O coliseu é grande, não há nada entre os dois, em volta na arquibancada uma platéia silenciosa e concentrada, o garoto da platéia boquiaberto deixa seu doce cair. Entre aqueles dois um homem mais velho caminha para o centro, aquele velho homem que tem o título mais vigoroso da vila, porém como está velho, está na hora de passar esse título para alguém com mais energia, mas esse alguém tem que fazer merecer, esse alguém tem que se demonstrar indestrutível. O velho homem olha para ambos os lados e se pronuncia:
- Hoje Arreat conhecerá seu novo Bastião, e com o titulo uma responsabilidade muito grande. Também carregará consigo dois itens mágicos, o escudo “Portão Anormal” que só pode ser entregue a alguém que não se deixa subjugar, e o lendário anel “Lanterna da Justiça”, que é um dos itens mais valiosos de Arreat. Hoje eu entregarei esses dois itens ao novo Bastião, QUE COMECE O ULTIMO TESTE !!!!! –
Naquele momento todos gritaram ao mesmo tempo. Os pássaros ao redor se assustam e voam para longe daquele lugar tão tranqüilo que de repente se transformou em um inferno barulhento.
Berserk toma a iniciativa, corre com tudo para cima de sua adversária, seus passos são pesados como os de um elefante. Ele então aperta a haste do malho com toda a força, pois o primeiro golpe será poderoso, e a arma não pode escapar de sua mão. Com o braço erguido ele faz um movimento circular vertical mirando na cabeça de sua adversária, se acertar, a vitória será rápida. Maria percebe a gravidade da situação, por causa da velocidade que Berserk partiu para cima dela ela só tem tempo de se defender com o escudo. Então a pancada faz um barulho dez vezes mais alto que um ferreiro marretando sua bigorna, Maria sente que a potência do golpe excede muito suas expectativas, ela chega a ajoelhar-se, pois não agüentou ficar de pé, ela também sente muita dor devido a vibração da pancada.
Maria nunca havia levado uma pancada tão forte, ela se ajoelhou, isso a faz se sentir impotente debaixo daquele escudo, aquele não era um sentimento que Maria estava acostumada a sentir, ela odiou se sentir daquela forma, isso despertou então outro sentimento bastante conhecido por ela, ela está se enfurecendo. É hora de dar o troco.
Maria se recompõe bem rápido, está na hora do contra-ataque, aquele homem grande vai saber agora com quem está lidando, uma estocada veloz o fará recuar. Ao tirar o escudo da frente de sua visão ela tem uma surpresa, aquele maldito malho está a atacando novamente. Como ele pôde atacar duas vezes com tamanha velocidade? Dessa vez um movimento horizontal, ela com rapidez se defende, a potência do golpe a joga dois metros para trás.
Berserk sente a fragilidade de sua adversária, cada golpe seu a faz recuar, ele percebe que Maria está ficando furiosa, e isso fará com que aquela batalha se torne mais interessante.
Agora ambos estão a uma distância de dois metros, Maria tem a vantagem, Berserk sabe da dificuldade de se atacar alguém que usa uma lança. Ela quer acabar com a batalha rapidamente, já sentiu que qualquer descuido poderá ser fatal. Maria então usa o “Bate estaca”, Berserk pode ser grande, mas isso não importa, ninguém escapa daquele movimento. Com o pisão no chão ele é surpreendido, agora Berserk está atordoado, está na hora de empalar o grande homem. Como a armadura de Berserk protege todos os seus pontos vitais, Maria escolhe um ponto em que a armadura não irá atrapalhar, pois quando sua lança atravessar Berserk o ferimento dará a ela uma grande vantagem na batalha.
Editado por XxBerserkxX#1828 em 21/08/2012 20:12 BRT
Responder Citar
Ela acerta em cheio o abdômen de Berserk que solta um urro de dor, mas para a surpresa de Maria a lança não atravessou do outro lado, aquele tronco mais parecia o tronco de uma imensa mangueira. Berserk ainda atordoado agarra a haste da lança, então Maria percebe que o escudo de Berserk era diferente do dela, ele estava totalmente amarrado em seu antebraço, deixando a mão dele livre. Ela então puxa a lança com toda a força, mas nada acontece, parece que a lança está enterrada na pedra. Novamente aquele sentimento de impotência a consome, e agora o que ela fará? Quando aquele grande homem recuperar a sanidade a situação ficará crítica. Então tomada por desespero ela larga seu escudo e segura a lança com as duas mãos, aquela lança tem que sair dali antes que ele se recupere.
Segurando com as duas mãos ela puxa sua lança com toda a força, mas nada mudou, então ela percebe que o pior aconteceu. Berserk se recuperou, e está furioso. Ele a chuta com toda a força jogando-a para trás, aquele enorme pé acertou seu diafragma, ela está no chão com dificuldades para respirar, mesmo assim se levanta, encarando Berserk que acaba de arrancar a lança do abdômen arremessando-a longe.
Qualquer um naquela situação desistiria, pois ela está sem escudo e sem arma. Seu adversário está ferido, mas não parece ser grave, e agora está furioso. Mas Maria nunca desiste, ela pode morrer ali, mas ninguém nunca terá o gosto de vê-la desistir.
Berserk avança novamente, então ela faz a única coisa que lhe resta, usará o “Bate Estaca” novamente. Ela sabe dos riscos, mas precisa ser feito. Batendo o pé no chão, ela sente muita dor, mas o movimento surte efeito, o grande homem está atordoado de novo, mas agora ela manca em direção a lança e consegue recuperar sua arma. Ela está a uns dez metros de seu adversário que já se recuperou do atordoamento. Toda aquela distancia lhe dará tempo, pelo menos foi o que ela pensou, pois aquele grande homem saltou em direção dela que só teve tempo de tentar se afastar, mas não se afastou o suficiente. Por causa do impacto do salto, Maria agora está atordoada na frente de Berserk que sem pensar duas vezes a acerta em cheio com seu poderoso malho. Maria solta um grito de dor, foi a maior dor que já sentiu. Ela cai no chão, sente que algumas costelas estão quebradas, mas isso não é suficiente para derrubar a tombadora de homens, ela pega sua lança e se levanta com dificuldades.
Berserk põe a mão na ferida, que por sinal sangra muito, Maria está com a mão na costela, ambos estão se encarando, a platéia está ensurdecedora, todos gritam e vibram a cada golpe.
Os dois se estudam, Maria segura a lança com as duas mãos agora, Berserk então começa a caminhar em direção a sua adversária que recua mancando. Muitos ali na platéia estão pasmos, Maria Tomba Homem recuando? Pelos Deuses, Berserk é muito mais forte que todos imaginavam. Ali naquele momento o tamanho fazia a diferença.
Maria se sente acuada, procura formas de virar o rumo da batalha, mas seu adversário se aproxima rapidamente, ela não consegue raciocinar uma maneira de atingi-lo. Pelo fato de suas costelas estarem quebradas seu golpe será muito fraco, olhar para aquele grande homem a faz sentir um frio na espinha, nenhum homem havia despertado tal sensação. Ele parecia indestrutível como um... Bastião!!!!!
Maria percebe então que tudo aquilo era inútil, é evidente quem merece o titulo de Bastião. Em nenhum momento Berserk demonstrou medo ou recuou. Mas Maria tem que manter sua fama, ela nunca desistirá. Logo ela para de recuar, aperta mais forte a haste da lança e espera seu adversário chegar perto. A luta está prestes a acabar.
Berserk percebe que sua adversária já sabe o resultado da batalha. Ela está esperando o próximo golpe que irá derrotá-la. Mas ele também sabe que antes de cair ela o atacará com tudo. Então ele fará um contra-ataque, primeiro se defenderá de sua estocada, pois ela usa uma lança que é mais longa que sua arma, desviando a trajetória da lança com seu escudo o malho fará o resto.
Depois de alguns segundos, o esperado acontece, Maria está no chão, Berserk ergue seu poderoso malho soltando um grito de vitória. A platéia grita o nome de Berserk como uma só voz. Maria Tomba Homem foi tombada. Aquele foi um dia épico, Arreat conheceu seu novo Bastião.
Um mês se passou, depois de se tornar Bastião Berserk recebe muitos privilégios, um deles é um grande e confortável aposento no forte, mas ele prefere sua antiga tenda, e só visita o forte quando necessário.
Responder Citar
A noite está fria, Berserk se aquece com um bom conhaque e um grande pernil assado dentro de sua velha tenda, ele mesmo o preparou na fogueira que por sinal era a única que fazia barulho naquele lugar com suas crepitações. Logo se ouve alguns passos, algo se aproxima e atravessa a fogueira fazendo sombra em sua tenda, parece uma sombra humanóide, então essa pessoa entra em sua tenda, é Maria. Ela usa sua armadura, está com a lança na mão o encarando como naquele dia. Berserk está desarmado, despreocupado morde mais um pedaço de seu gorduroso pernil, ele sabe o que Maria quer, e ela vai ter. Então Maria joga sua lança no chão, e começa a se despir, Berserk passa a mão na boca para limpar um pouco daquela gordura em sua barba e bebe em um único gole o copo de conhaque, ele se levanta e vai em direção dela. Esta noite não haverá golpes, feridas ou dor. Esta noite está reservada para os prazeres da carne.
Dez anos se passaram, Berserk teve treze filhos com treze mulheres diferentes. Ele não era um pai presente, nem chegou tomar conhecimento de alguns filhos, ainda mais que todas essas mulheres moravam em vilas distantes. Berserk não teve nenhum filho em Arreat, porque lá existia uma raiz forte que as mulheres tomavam no outro dia após o ato sexual, isso as impediam de ficarem grávidas. Em Arreat as mulheres antes de firmarem um compromisso, eram livres para se deitar com quem quisessem, e não eram recriminadas por isso.
Mais uma manhã em Arreat, o vento sopra forte, e o céu está negro com nuvens carregadas, trovoadas e clarões anunciam que logo uma tempestade se aproxima, aquilo nem parecia uma manhã. O combatente que ficou a noite inteira de vigia não vê a hora da troca de turno, está frio e ele quer ir dormir, debaixo de seu casaco de pele ele se aquece, resmungando, ele conta cada segundo para ir embora, ainda mais que uma coruja ficou o encarando a noite toda, ele via isso como sinal de mau agouro. Logo ele se levanta rapidamente, seu casaco cai no chão, mas ele não se importa, parece que seu sono desapareceu, com os olhos a arregalados ele pega rapidamente sua trombeta, diante do que está vendo Arreat precisa ser avisado o mais rápido possível.
Balduk acorda ao som de trombetas tocando, ele então corre para fora pois isso não era um bom sinal. Ao sair ele vê os não combatentes juntamente com suas mulheres e crianças correndo para os abrigos. Um combatente grita “estamos prestes a ser atacados“ enquanto as trombetas continuam tocando incessante. Quem seria burro o suficiente de atacar Arreat? A montanha nos dá total vantagem contra qualquer invasor, pensa Balduk enquanto corre para seu posto que lhe dará uma visão ampla do que está acontecendo. Chegando em seu posto Balduk se junta com seus companheiros, é então que ele tem a visão que faria um soldado de qualquer forte tremer. Um mar infinito de demônios marcham em direção a Arreat. Naquele momento, Balduk sente suas costas formigarem, é adrenalina fluindo, ele não consegue conter o riso, segura firme suas duas armas e diz:
- Companheiros, hoje o dia vai ser longo.

Continua...
Responder Citar
Puta que pariu aushauhsuah

Desculpa cara mas não pude me conter. Me pareceu dois gladiadores lutando na arena muito bom mesmo, até as armaduras e as armas pareceram reais aqui. Essa história ta muito loca. Tomara que a Maria lute também contra os demônios junto com o Berserk haha
Responder Citar
maninho vc ta se superando! show d+!
Responder Citar
Parabéns muito legal...
Tem continuação???
Responder Citar
Quem não leu tem que ler,Yohoho...

@XxBerserkxX você esta devendo a continuação,começou tem que terminar, a História merece...
Responder Citar
Obrigado a todos que acompanharam a história. No inicio eu ia criar um pequeno conto, mas ai fui escrevendo, escrevendo, escrevendo... realmente, parei de jogar o jogo e acabei me esquecendo que tinha que terminar as crônicas, mas a primeira parte do ato IV ja está postada e prometo que posto o final da história em no máximo 2 semanas. Vlw galera.
Responder Citar

Por favor, relate qualquer violação do Código de Conduta, incluindo:

Ameaças de violência. Nós levamos isso a sério e alertaremos as autoridades apropriadas.

Mensagens contendo informações pessoais de jogadores. Incluindo endereço físico ou de e-mail, número de telefone, fotos e/ou vídeos inapropriados.

Assédio ou linguagem preconceituosa. Isso não será tolerado.

Código de Conduta dos Fóruns

Relatar mensagem # escrita por

Motivo
Explique (no máximo 256 caracteres)
Enviar Cancelar

Reportado!

[Fechar]