Diablo® III

Crônicas de "Berserk o Imortal" ATO IV

“Mil cairão ao meu lado. Dez mil cairão a minha direita. Mas eu, o Bastião de Arreat não posso me dar ao simples luxo de cair”.

ATO IV “A INVESTIDA DE BAAL”

Parte I

Um raio cai do firmamento até o chão, clareando uma terra que logo se tornará vermelha. Um segundo depois uma trovoada chama a atenção para o céu cheio de nuvens negras carregadas, que anunciam a chegada de uma tempestade. O vento sopra forte e logo gotas grossas começam a cair. Pouco tempo depois aquele grupo de Bárbaros está completamente encharcado. Chegando cada vez mais perto, aqueles bárbaros vêem que seu numero é cem vezes menor. Logo eles estarão se digladiando com mais de dez demônios por vez, e a cada dez mortos chegarão vinte no lugar. Balduk olhando para o céu, fecha os olhos e aprecia aquela forte chuva. Ele da uma respirada profunda e volta a olhar para o exercito de demônios que já esta perto. Ele olha para os lados e vê seus companheiros. A hora chegou, todos da linha de frente puxam o ar enchendo seus pulmões, ao mesmo tempo soltam um grito de guerra ensurdecedor, correndo de encontro com o imenso exercito demoníaco.

Em menos de um segundo, milhares de pedaços de demônios estavam voando pelos ares. Todo aquele sangue jorrando, caiu como uma chuva vermelha. O exercito demoníaco estava sendo “perfurado” por aquele pequeno grupo de bárbaros, que atravessavam os demônios tão facilmente como uma faca atravessa a manteiga. Depois de pouco tempo os bárbaros estavam cercados. O imenso exercito demoníaco os engoliu com todo aquele volume e continuam a avançar em direção a Arreat.

Balduk urra, entrando em um estado emocional que os bárbaros chamam de “Fúria de Batalha” avança contra cinco demônios. Com os dentes escancarados, ele solta uma gargalhada, não podendo segurar toda a sua excitação. Ele usa um machado em uma mão e uma espada na outra. No encontro com os três primeiros demônios, uma cutilada ligeira os degola, sem ao menos diminuir o passo ele vai de encontro aos outros dois que são maiores. Aqueles dois demônios tinham no mínimo o dobro do tamanho de Balduk, mas isso nem ao menos o intimidou, só aumentou suas expectativas. Os dois demônios usavam uma grande clava de madeira e avançam em direção aquele pequeno bárbaro. O primeiro demônio, vendo que o bárbaro já estava ao seu alcance, bate com a clava no chão com a intenção de esmagá-lo. Balduk agilmente evade da frente da pancada e usa a clava e o braço do demônio como uma “rampa” para atacar a cabeça daquele grande demônio. Com sua mão direita, ele da uma estocada com a espada que atravessa a cabeça do demônio entrando pelo olho e varando pela nuca. Com sua mão esquerda da uma machadada, que se enterra no crânio do demônio. O ataque é fulminante, em menos de um segundo o grande demônio está no chão e Balduk ainda esta em cima dele com suas armas enterradas na cabeça do desafortunado. O outro demônio não entende como que seu companheiro pôde cair tão rapidamente, mas irá aproveitar aquele momento para esmagar aquele pequeno bárbaro que está em cima do seu antigo companheiro de guerra. Segurando com as duas mãos, o grande demônio bate com força, mas tudo que consegue é terminar de vez com a vida de seu antigo companheiro, que teve a cabeça esmagada por aquela clava. Balduk era ágil demais para aqueles grandes e desajeitados demônios. Tamanha foi sua agilidade, que o demônio o perdeu de vista. Logo o demônio sente uma forte dor na perna direita e cai imediatamente. Balduk acabara de decepar sua perna. Caindo de bruços, o demônio está no chão indefeso e Balduk subindo em suas costas, começa a trucidá-lo até que não sobre mais um sopro de vida naquele corpo abissal. Balduk ri, está apenas se aquecendo. Ele olha para os demais em volta que sorriem fazendo um sinal positivo com a cabeça. O dia está apenas começando e eles têm muito trabalho a fazer.
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Do alto do forte, Berserk assiste ao primeiro confronto do lado de Milton. Era evidente o volume do exercito demoníaco, e não importa a força dos Bárbaros, logo aquele forte estará infestado de demônios. Milton olha para o Bastião e diz:
- Krogh, todos sabemos que esses demônios estão querendo profanar a pedra das almas, reúna seus homens e tome seu posto –
Berserk então diz:
- Honrarei meu título, juro para você que nem o mal cheiro deles passará pelos meus homens hoje. –
Milton sorri, põe a mão no ombro de Berserk.
- Tenho certeza que nem sentirei o cheiro deles, saiba que tenho muito orgulho de você –
Então Ambos seguem para seus postos. Berserk com todos os seus combatentes reunidos aguardam a primeira tropa demoníaca chegar. Os primeiros chegam na entrada da caverna onde Berserk e seus homens estão protegendo. Berserk olha para Maria que está ao seu lado em posição de batalha e acena com a cabeça. Maria então dá o comando e todos correm em direção aos demônios. Berserk por sua vez, cruza os braços e assiste tudo da porta da caverna.

Cada um dos combatentes de Berserk tomam seus postos formando um U e avançam contra os demônios. Maria usa seu “grito ameaçador” desmoralizando os demônios. Os mais próximos ficam furiosos pensando “o que? Uma mulher falando desse jeito comigo?” e todos avançam contra ela. Sua primeira estocada Maria empala dois demônios com sua lança. Com a outra mão ela se defende facilmente do ataque dos demais. Ao puxar sua lança, Maria se banha com o sangue daqueles repugnantes demônios, mas ao contrário da maioria dos humanos que sentiriam nojo daquele sangue, Maria adorava se banhar com o sangue inimigo, isso a revigorava, e ela queria mais. Berserk vê que três demônios escapam da batalha e avançam em sua direção, mas o bastião continua a manter seus braços cruzados sem se importar com o ataque. Logo uma ponta de lança amarrada em uma corrente com cravos atravessa aqueles três demônios. É Maria que os puxa de volta para o combate em um único solavanco.

O dia está chegando ao fim e Arreat se manteve firme. Berserk nem precisou empunhar seu malho hoje. Balduk depois de um dia cheio teve sua primeira refeição depois que escureceu. Maria teve apenas ferimentos insignificantes. Com a noite caindo as investidas cessam. Arreat sai vitoriosa naquela primeira batalha. Além de ter pouquíssimas baixas, conseguiu se defender da invasão demoníaca. Por vários dias as investidas demoníacas continuaram incessantes, porém no fim de cada dia o resultado era o mesmo. Arreat é impenetrável e mostrou isso para o exército de Baal.

No quinto dia um portal vermelho muito maior do que os outros se abre. Um grande demônio e sua tropa caminham para fora daquele portal. Os demônios em volta imediatamente se curvam reverenciando aquele demônio e sua tropa. Era “Timok o obliterador da fé” líder da elite de Baal que acabara de fazer parte da guerra.

Com seus 5 metros de altura Timok chamava atenção por onde passava. Ele vestia uma armadura negra, que cobria todo seu corpo, as pequenas frestas da armadura via-se sua pele incandescente como a lava. Seu elmo tinha 6 chifres nas laterais, na frente uma abertura em T, porém não dava para ver o seu rosto, apenas escuridão e as luzes vermelhas de seus olhos. Sua respiração era forte, quando ele espirava saiam labaredas de sua boca. Ele usava um enorme machado de duas mãos, o metal do machado era vermelho reluzente, parece estar a mais de 1000 graus, chegava a incomodar os demônios que estavam por perto de tão quente.

Timok solta um grito cavernoso, e uma grande labareda de fogo sai de sua boca. Ao seu comando, milhares de milhares de demônios correm em direção a Arreat, que imediatamente toca suas trombetas avisando de uma nova invasão. A estratégia de Arreat é a mesma. Um pequeno grupo na entrada e outros pequenos grupos ao longo da subida. Como sempre acontece o grupo de Balduk contem um grande numero de demônios, deixando apenas uma pequena quantidade passar.
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A elite de Baal chega logo após a primeira remessa de demônios ir de encontro com o grupo de Balduk. Timok anda em direção a Arreat. A cada golpe de Timok 3 bárbaros morriam em chamas. A sua elite composta por quinze demônios, estão atravessando os bárbaros rapidamente. Logo Balduk percebe que seus companheiros começam a sucumbir, ele então olha para Timok e avança com tudo. Balduk sabe que se for acertado por aquele machado, provavelmente morrerá, pois todos os bárbaros que foram acertados morreram. Mas isso não é o suficiente para intimidar Balduk, pelo contrário, isso o excitava mais. Seu primeiro problema é chegar perto de Timok que tem uma área de ameaça muito maior e certamente ele terá que evadir-se de um ataque antes de poder atacar, se conseguir será o fim de Timok. Esperando o momento certo, Balduk avança contra Timok pelo flanco. Ele consegue chegar perto o suficiente para realizar um ataque. Ele então visualiza a fresta da armadura. Agora é só enterrar sua espada na perna dele. Isso fará com que ele se ajoelhe, ficando assim mais fácil de acertar sua cabeça em um golpe fulminante. Então Balduk ataca com tudo, porém sua espada é desviada por um dos lacaios de Timok. Logo Balduk se vê rodeado de lacaios, e percebe que não será tão fácil assim atacar o “obliterador da fé”. Pouco tempo depois Balduk está no chão incapaz de poder se levantar, os lacaios de timok foram demais para ele e para seu grupo. Tudo que ele pode fazer é observar do chão a elite infernal avançar contra Arreat.

A elite de Baal estava rapidamente abrindo caminho para o resto do exercito entrar em Arreat. Logo Berserk convoca seus homens para todos tomarem seus postos. Então Milton bate em seu ombro e acena positivamente com a cabeça. Berserk percebe a preocupação nos olhos de Milton, então sorri dizendo:
- Hoje finalmente colocarei à prova todo o treinamento que você me deu, esse tal de Timok tem muito azar de enfrentar um discípulo de Milton O’Mock -
Milton sorri e diz:
- Até mais então –
Os dois se viram de costas e seguem seu rumo sabendo que pode ser a ultima vez que se falam.

Em seus postos, Berserk e seus homens aguardavam o inevitável. Logo se confrontarão com a elite de Baal. Eles ficavam a par da situação através do toque das trombetas. Aqueles bárbaros estavam ansiosos, pois hoje enfrentarão a batalha mais dura de suas vidas. Todos ali estão preparados para enfrentar qualquer desafio. Se o inimigo for muito forte, morrerão com honra. Fugir não é uma opção.

As trombetas tocam. A elite de Baal está chegando perto. Logo vê-se uma criatura gigante a frente de outros demônios. É “Timok o obliterador da fé”, aquele que facilmente abriu caminho até aquele difícil lugar. Se ele passar pelo Bastião o rumo daquela guerra terá uma grande virada.
Timok da o comando para sua elite atacar e o confronto começa. A batalha começa equilibrada, ninguém está levando vantagem. Timok caminha em direção ao Bastião, pois todos estão ocupados e a luta será somente entre os dois. Mas alguma coisa chama a atenção de Timok, um integrante de sua elite sucumbe. O segundo cai, logo em seguida cai o terceiro. Ele então encara o Bárbaro que está fazendo a diferença naquela batalha. É “Maria tomba homem” que encara Timok enquanto degola sua quarta vítima. Timok sabe que agora terá que aniquilar aquela mulher antes de encarar o Bastião.

Continua...
Editado por XxBerserkxX#1828 em 29/12/2012 12:34 BRST
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Li todos os contos do Berserk, todos me arrepiaram, você esta de parabéns pelo conto. Esperando o desfecho!
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