Busca por Pandária

Parte 1 de 4

— A culpa é sua.

Chon Po brandiu a carta de Li Li na frente do rosto de Chen como uma faca, seus olhos vermelhos de fúria. Chen balançava o corpo, apoiando-se ora num pé, ora no outro.

— A vida toda sempre foi tio Chen pra cá, tio Chen pra lá e "ah, seria tão bom conhecer o mundo com o tio Chen!" — Chon Po andava de um lado a outro, e a raiva transparecia em sua postura. E nada conseguia desfazer essa ilusão! Ah, não... ela só via a aventura, o romance. Por causa das suas cartas, Irmão.

Chen respirou fundo. Chon Po estava irredutível, e ele preferiu deixá-lo reclamar à vontade, se perguntando o quanto da reprimenda era dirigida à filha e quanto ao irmão.

— …enchendo a cabeça dela com falsas esperanças! O que ela acha que vai encontrar lá fora que nós não temos aqui?

"Para começar, ingredientes decentes para fazer cerveja", Chen pensou, encarando a parede atrás do irmão. Ele quase sorriu. De repente o rosto furioso de Chon Po se aproximou, assustando-o.

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— Você não tem nada a dizer?

— Chon Po, eu não sei o que dizer. Eu não disse a Li Li para ir a lugar nenhum.

— É como se tivesse dito! — gritou Chon Po. — É o que você vem dizendo a ela implicitamente por anos e anos! Ela idolatra você, e agora saiu nessa busca idiota por sei lá qual "grande mistério"! É sua responsabilidade trazê-la de volta dessa tal de — ele verificou na carta novamente — "Altaforja".

Além disso, ela levara a pérola, e uma naga já a havia caçado por causa daquele item. O perigo parecia provável. E também, dava para fazer uma cerveja fantástica com as abóboras de Ventobravo.

Na verdade, Chen se preocupava com a sobrinha. Ela era jovem demais para estar sozinha no mundo, e se sua memória não falhava, o "grande mistério" era encontrar Pandária, algo que ele nem sabia se era possível. Além disso, ela levara a pérola, e uma naga já a havia caçado por causa daquele item. O perigo parecia provável. E também, dava para fazer uma cerveja fantástica com as abóboras de Ventobravo.

— Tudo bem, Po, eu irei atrás dela —concordou Chen. — Mas ela é um indivíduo, e eu não irei forçá-la a voltar comigo.

Chon Po fungou. — Ela é uma criança, Chen.

Chen sacudiu a cabeça.

— Menos criança a cada dia que passa, Po. Eu partirei assim que for possível.

— Quanto mais rápido melhor. — Chon Po cruzou os braços. — Nem imagino em que encrencas ela pode estar se metendo agora...

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