Conto: A Semente do Mundo

Arquivos Horádricos
Olá pessoal, é minha primeira vez aqui, por isso me perdoem se eu viajar na maionese ou escorregar na banana, srsrsrsrsr... Eu escrevo esse conto, pois imagino que seja assim que a história do jogo poderia continuar ou, por está comendo muito chocolate, poderia ter um conto oficial similar. Idéias são sempres bem vindas, sugestões seram ouvidas, e ofensas ou desparates serão simplesmente ignorados, pois quero criar um conto que possa ser possivelmente publicado, ou simplesmente "jogado" - tenho que parar de comer chocolate. - Eu, como todos vocês, estou na torcida por um Diablo IV, maior ou melhor que este, quem sabe os dois. (^__^)

PS: Os personagens são os do livro e jogo Diablo III: Tempestade de Luz e Diablo II Reaper of Souls
Livro I
Capitulo I - Encontro Marcado pelo Destino

Depois de uma extênuante caminhada pelo deserto, Tyrael sentiu se feliz por finalmente ter entrado na caverna, fugindo do sol, mesmo sabendo que o lugar eriçavam os pelos da sua nuca, como um aviso de sua forma mortal que o lugar era mais que perigoso, apressando se em encontrar seu companheiro de viagem, cuidadosamente escolhido para essa jornada, chega ao que parecia ser a entrada de um templo antigo esquecido pelo tempo.

- Encontrou algo, Mikulov? - Pergunta, tentando repor o fôlego perdido pelo deserto.

-Nada, mas devemos ser cuidadosos, este lugar está cheio de energias más, e o Deuses estão inquietos. - Respondia o monge, enquanto andava silenciosamente, quase deslisando pelo chão. - Agora que chegamos, me diga o por que estamos aqui, e por que não podia me dizer na biblioteca de Gea kul?

- Viemos atrá de respostas, respostas pra uma única pergunta. Como impedir a "Profecia dos Fins dos Tempos", como poderemos nos proteger, ou até enfrenta la e sobreviver. - Explicava Tyrael, receoso com sua propria resposta, enquanto examinava o templo, logo alcançando o altar, que ainda mantinha traços de sangue e letras antigas de um feitiço poderoso a muito esquecido, indo em direção a parede logo atrás, cheia de inscrições e simbolos perdidos. Apalpando a parede, percebeu que um simbolo de uma estrela negra estava em relevo, apressando se em procurar em sua bolsa grande e pesada um pergaminho, uma das melhores replicas feita por seu amigo Cullen em Gea Kul, Tyrael olhou o rolo com carinho, lembrando se de como o conheceu e como ele cresceu desde aquele dia, em que despertou sua herança Nefalen.

- Cullen ia adorar esse lugar antigo, se não fosse profano e maligno. Não demore mais que o necessário Tyrael, as forças que aqui dormem podem acordar a qualquer momento. -Disse o monge, como em resposta aos seus devaneios.

Tyrael estendendo o pergaminho, pronuciou as palavras de poder nele contido, fazendo as brilhar em verde esmeralda cintilante, que logo após queimou se, a estrela negra girou e abrindo se, como uma gaveta escondida logo em seguida ao termino da leitura, revelando um pergaminho
antigo e lacrado com um selo muito familiar a Tyrael. Mas ao pega lo, sentiiu uma força sombria
ressoando no lugar, como se algo que dormia no templo desperta se, e antes que percebe se, o monge já estava prostado logo atrá de si, com a itenção deprotege lo de qualquer ameaça que pode se vir. E ela veio, na forma de uma areia negra que se elevava do altar profano, quase viva, rodopiando e se acumulando.

- Isso não é seu, isso pertence a nossa rainha, a nossa mestra, a nossa senhora...- Elevava se a voz da areia, quase em prantos. - Devolva, devolva a nossa liberdade...

- Quem é sua rainha? E por que está preso aqui? - Pergunta Tyrael, para ganhar tempo enquanto procurava algo que pude se ajudar na sua bolsa.

- Ela está voltando, ela vai voltar, e quando voltar... o rei pagará por sua traição...- Dizia a nuvem de areia negra, de onde dois olhos vermelhos brinlhantes se fixaram no Tyrael. - Você, você é ele, nosso rei? Não, você não é ele, mas se parece com ele, sim... Sem asas, sem brilho, sem musica irritante, mas separece com ele, parece e não parece, anjo e não anjo... - Se agitava a areia e a voz se em grossava, mudando. - Não importa, preciso de sangue, preciso de vida, preciso de liberdadeeee...- Se concentrava a areia negra no alto do altar, se preparando para atacar, quando Tyrael finalmente achou o que procurava, mas antes que pode se se preparar pra usa lo, Mikulov o puxou pelo braço, da parede, do outro lado do altar do templo com a clara intensão de leva lo a saida, mas o demonio bloqueiou o caminho com a nuvem de areia. Segurando a pedra firmimente, ao alto de sua cabeça disse palavras de poder que fizeram a pedra brilhar mais que o proprio sol do lado de fora da caverna.

O demonio de areia negra gritava e urrava maldições aos dois, se lançando sobre eles, mas o clarão da pedra os protegia, Tyrael sacou a El'Druim e se preparou para a luta, mas a sacola, pelo seu tamanho grande, o atrapalhava em se posicionar, porém nem cogitava em abandona la, não pelo seu conteudo, mas pela sua importancia. O brilho da pedra começava a esmorecer, Mikulov percebera que a proteção não duraria muito tempo e o inimigo não tardaria em mata los, precisava encontra um meio de tira los de lá, de tirar Tyrael de lá, mas como faze lo?, pensava o monge.

-ASSOPRE! - Ouviu se um grito, e logo o demonio de areia foi assoprado em direção a parede do canto do templo por um vendaval repentino que entrou no templo, aparentemente por uma abertura no alto da caverna. - FUJAM DAI LOGO!!- Disse a mesma voz, uma voz claramente feminina e jovial. Sem tempo para ponderar, Mikulov aproveitou e puxou Tyrael consigo para a saida da caverna, longe do demonio que urrava profanações.
Ao sair da caverna, após a uma certa distancia ouvi se um estrondo seguido de um tremor na entrada da caverna, Mikulov achava que o demonio escapara e vierá atrás deles, mas as paredes da entrada começará a fechar e se enterrar nas areias do deserto, como se não quisese que fosse encontrada novamente. Mikulov sentiu o ar do deserto assoprar em direção a antiga caverna, apagando suas pegadas, percebeu que alguem queria lacrar a caverna, mas por algum motivo não queria faze lo com eles lá dentro.

A caminhada de retorno, assim como a de chegada, era penosa e extênuante, o sol radiava força e poder implacaveis, Tyrael sentia que o cansaço o consumiria a qualquer momento, mas ao ver o sol começar a se pôr o reconfortava languidamente aomesmo tempo que o preocupava, pois era sabido queo deserto a noite congelaria ate pedras. Como este mundo é diferente!, pensava Tyrael, comparando Santuário como seu antigo lar, o Paraiso Celestial, onde a única mudança observada era no tom da música do Arco Cristalino e na iluminação do ambiente os periodos parecidos com a noite. Agora este é seu lar, sua casa, e eles são sua nova familia, acustume se! A idéia de ser mortal ainda o consumia, as sensações, as necessidades, e pricipalmente os sentimentos o pertubavam, já se passará 6 meses desde o ocorrido com Maltael, na Fortaleza Pandemônio, Tyrael se juntará a Ordem Horadrim de Gea Kul, ficando aos cuidados de Cullen e Mikulov, que insistiam em ajuda los a conselhar a nova ordem crescente, mas sentia se perdido e solitário, só encontrando consolo na sua vasta biblioteca que o auxiliava a concluir o legado de Deckard Cain. Com o sol se pondo, Tyrael e Mikulov montaram acampamento ao lado de um paredão de rochas, se protegendo do vento gélido que soprava da noite escura, aquecidos pela fogueira, tyrael observava o selo do pergaminho que resgatará da caverna, o selo, com o formato do sol com raios reluzentes, era o emblema dos Luminarei, a guarda do Arco Cristalino, Por que isto estaria aqui?, se perguntava Tyrael.

- Alguém nos salvou na carverna, mas acredito que esse não era seu objetivo real, já que lacrou a caverna debaixo das areias. - Comentava Mikulov, tentando entender o corrido. - Parecia que não queria que fossemos mortos pelo demonio...

- Ou que ele fugi se da caverna, após nos matar, já que ele precisava de nos para isso. Mas o que me preocupa é esse pergamino. O que ele faz aqui? E por que estava sendo guardado por aquele demonio? - Indagava Tyrael, receoso com a resposta por vir, já que não era normal um demonio proteger algo de um anjo.

- Só existe um meio de sabe lo. Abra o!

Tyrael o fez, quebrando a marca do selo, e abrindo o pergaminho, viu se apenas desenhos sem aparente nexo, onde um anjo e um demonio juntos da pedra do Mundo, e logo abaixo um anjo com asas reluzentes segurando algo junto ao peito e mais abaixo dele o mundo com uma especia de barreira em volta, mas o que mais lhe chamou a atenção, foi a inscrição: " A decisão é dele, mas acredito em sua escolha, em proteger meu mundo e meus filhos.", a letra era claramente de Inárius, seu irmão aprisionado pelo Inferno Ardente desde a Guerra do Pecado.

- Eu não compreendo! Quem desenha tão mal assim?! - Exclamou Mikulov, tentando descontrair Tyrael, que deixou transparecer um sorriso. - Já sabe o seu significado? Oque representa?

- Não, mas é importante, mas seu significado é claramente referente a criação de Santuário. Mas só não compreendo o siginificado deste anjo e do mundo, que parece estar protegido, e essas palavras, obviamente Inárius se refere a alguém, mas quem, será esse anjo, que é ele,será que pode nos ajudar com algum segredo deixado por Inárius?
Prostrado em cima do paredão, observando Tyrael adormecido, Mikulov sentira os Deuses sussurrando através do vento ainda gélido do amanhecer do deserto, sua mente vagava na memória do momento em que foram salvos na caverna, antes dela ser enterrada nas areias, compreendia que alguém os ajudará, mas não sabia o porque, e se estava os seguindo. Tais pensamentos o intrigavam, e o monge tentava encontrar respostas com os Deuses em Todas as Coisas.

Sua mente voou com o sopro do vento gélido, seu corpo ficará para trás na posição de meditação no topo do paredão que escalará no crepúsculo da noite, subindo aos céus, ouvia longe um choro, um pranto misturado com uma música familiar, a canção celestial, lembrando de quando visitou a Cidade de Prata e enfrentou a hostes angelicais para roubar a Pedra Negra das Almas. Pensou que era o pranto dos anjos que havia matado, mas era uma única voz, uma voz solitária e sua música transmitia tristeza e melancolia, o monge olhou para o ex-arcanjo adormecido, pensava que era dele que vinha tal pranto, pois ele abandonara tudo por eles, pela humanidade, pra mostrar aos seus irmão, seus iguais que a humanidade era boa, e que podia evoluir para servir a luz e a justiça. Também abandonei meu lar e meus irmãos para salva-los, mesmo contra a sua vontade concluíra o monge, e isso simpatizava, isso os igualava. O sol se levantava, e sua luz implacável e voraz, devorava as trevas remanescente da noite, neste momento Mikulov viu o mundo protegido em uma esfera translucida, e dentro da esfera do mundo um coração pulsando de uma pessoa, ao perceber, ela segurava uma pedra brilhante, "A decisão é dele, mas acredito em sua escolha, em proteger meu mundo e meus filhos" ouvira uma voz. A visão repentina era breve e intensa, quase o derrubando de sua posição, era uma mensagem dos deuses, Mikulov percebeu que Tyrael era a chave pare esse enigma, se não encontraria a chave mais cedo ou mais tarde, por hora o monge deveria continuar em sua missão de protege-lo, missão está que havia prometido em mantê-la desde que saíram de Gea Kul.
Olá outra vez, como todos sabem e perceberam, obviamente, andei sumida, e como todo mortal, cuidei da minha vida, mas agora retorno do plano mortal para este fórum, para dar continuidade ao meu projeto tão amado por mim e quem sabe por vocês. Let's Go, my brother's nephalem.
Capitulo II - Retorno ao Lar Estranho

Após dias de viajem ao Deserto de Caldeum, e intrigados com os acontecimentos de no Templo da Caverna, Tyrael e o monge finalmente chegam na cidade portuária de Geah Kull. O lugar transpirava vida e alegria, os comerciantes com suas tentas e carroças de produtos recém-chegados do porto se amontoavam na entrada da cidade em uma fila um tanto desorganizada, suas hospedarias barulhentas e suas janelas amontoadas de roupas lavadas, crianças corriam e brincavam no meio das ruas descalças e sujas, viajantes e peregrinos de todos os cantos imagináveis de Santuário se encontravam, ora para como uma parada temporária, ora para encontro de mais diversos tipos e motivos, a cidade portuária de Geah Kull, que outrora encontrava-se dominada por forças demoníacas e consumida em desespero e pavor, pelo poder da Torre Negra e do Sombrio, agora de se refaz praticamente curada do mal que assolava a mais de 10 anos atrás, as cores, a vida e a alegria de viver retornam completamente a cidade.

Mikulov se surpreendia cada vez que retornava a cidade, suas cores e alegrias se torna mais e mais notáveis, o que inspirava a sua fá nos Deuses Antigos, pois a eles detinha o poder de renovar a vida e existência de todas as coisas. Muitas pessoas o cumprimentava a certa distância, a maioria era de sobreviventes da época do Sombrio, outras eram de pessoas que conheciam sua história e seus feitos não só na cidade, como também em Bramwell e Hespéria. A fama nunca o atraiu ou interessava, como monge, sua humildade e seriedade o impedia de ter qualquer vaidade ou apego as coisas, mas em seu intimo gostava da ideia de ser amigo de todos
os habitantes da cidade, principalmente daqueles que frequentavam a biblioteca Hóradrium.
A tyrael, por sua vez, a cidade se mostrava pouco importante, mesmo admirando a capacidade humana de superar e se reconstruir, mesmo após os episódios da Mago Sombrio e do ataque de Malthael, no momento o que realmente lhe interessava era chegar a biblioteca dos Horadrim e dar continuidade ao seu trabalho e a sua promessa, porém comida e descanso era o que seu corpo ansiava e rogava, e querendo ou não precisava atende-lo.
- Vamos para casa, a essa hora Melissa já deve ter posto a mesa, e nós dois precisamos comer algo. - Falava Mikulov, já conhecendo a personalidade e a determinação de Tyrael, nos dias de viagem que se passou junto do ex-arcanjo. O monge de certa forma, era capaz de compreender a sua mentalidade teimosa e obstinada a ponto de desmaiar de exaustão, e sabia que ele tentaria recusar o convite.

-Tens razão! Logo após ao nosso descanso, devo ir para a biblioteca, quero compreender esse enigma que Inárius deixou pra trás!

Mesmo não querendo ir até lá... para casa, ainda não me acostumei a chama-lo assim... ainda não sei se posso chama-lo assim. Respondia Tyrael, para surpresa do monge.

Ao dobrar uma certa viela bastante movimentada, chegaram ao rua de piso de pedras e casas caindo aos pedaços e velhas, sua maioria ainda estavam em reforma e algumas ainda tinham suas fachadas originais, seus moradores tentavam apagar a todo custo as marcas das lembranças de morte e pavor causadas pelos servos de Malthael. Logo avistaram a placa de madeira, uma hospedaria de recém reformada sob o nome de "Repouso Partido", o nome curioso deixava o monge um tanto intrigado, mas jamais questionaria a proprietária o porque de chama-lo assim. Mikulov se prostrara ao lado da pequena escadaria de três degraus da porta de entrada, queria que Tyrael a abrisse, que entrasse por conta própria, que se sentisse em casa, mas antes que pudesse faze-lo, a porta abriu-se, e por ela saiu uma enorme barriga de gravida, afrontando o cansado e quase exaurido Tyrael.

- Demoraram, hein!? Quase ficaram com as sobras, agora entrem e vão se lavar, já já eu sirvo vocês. Amor, não disse que eram eles vindo!!! - Dizia a dona da barriga, uma jovem de longos cabelos negros e sorridente, com seus trinta e sete poucos anos, e olhos astutos e alegres, que deixava transparecer uma intuição forte e quase mediúnica.

Tyrael se sentia desconfortável com Melissa. Mesmo sabendo quem ele era, sua história e importância, ela não demonstrava qualquer respeito por ele, simplesmente o tratava como qualquer pessoa que se hospedava lá, com autoridade e desrespeito, e até certa forma, falta de privacidade. Mas ele não podia ignorar o fato que Cullen escolherá ela como sua esposa, ou ela o escolherá ele como seu esposo, pois após a queda do Sombrio e a morte de seu pai, Melissa se apoiara em Cullen para se recompor, desde então se enamoraram, se casando antes da partida dele para Nova Tristam, de onde retornaria como nephalen. Tyrael observava a barriga enorme de Melissa, em apenas sete meses já era grande e o impressionava, era conhecido para ele, o fato que as mulheres podiam ter filhos, já que conviveu com os humanos durante suas andanças em Santuário quando era arcanjo, mas nunca se preocupou em saber como os bebês nasciam, e aquela barriga o incomodava ainda mais.

- Ele sentiu a sua falta titio Tyrael, e sua também titio Mikulov, sabia que vocês chegariam logo, pois ele não parava de se mexer, como quisesse sair pra recebe-los!! - Afirmava Melissa ao perceber a careta de Tyrael para sua barriga.

- Titio...?!

- Que bom que vocês voltaram. Eu estava preocupado!! Como foi, acharam algo, descobriram algo importante? - Entrava Cullen, segurando uma panela fumegante de cozido de carneiro.

- Agora não querido, eles precisam comer e descansar, e você tem que por a mesa, depois eles contam tudo! - Respondia Melissa, levando Tyrael e Mikulov ao segundo andar pelo braço.
Após se satisfazerem, Melissa retirava a mesa com um belo sorriso no rosto, que contrastava com humor da mesa de jantar. Mikulov tentava explicar o ocorrido ao Cullen, contou sobre o demônio de areia negra selado no templo e da pessoa que os salvou, enterrando a caverna logo depois, Cullen escutava atentamente, deixando escapar exclamações de surpresa e as vezes indagando sobre detalhes do ocorrido, queria entender plenamente o os fatos, pois achava que poderia esclarecer alguma sombra de duvida que pudesse existir, mas no fim, nada pode fazer para ajudar.

Tyrael sentado a mesa, escutava silenciosamente a narração do monge, e acompanhava as indagações do Horadrium. Pensava em cade detalhe, mas nada vinha em sua mente, o pergaminho, os desenhos nele, a mensagem que seu irmão deixou, era obvio que ele sabia que seria encontrado... Sabia que ele alguém acharia esse pergaminho, mas a questão é quem? Quem ele queria que o encontrasse, quem é esse que o ajudaria a proteger esse mundo? Quem é esse anjo? Quem... Logo suas indagações mentais foram interrompidas por um grito agudo.

- Melissaa...!!!- Levantava-se apressando Cullen, ao perceber que a voz era de sua mulher na cozinha. Seguido apressadamente pelo Tyrael e pelo Mikulov, que adentraram a cozinha.

- Querido, o bebê... Está doendo, urgh! Dói muito!- Dizia Melissa, estirada no chão se contorcendo de dor. Mikulov se aproximou dela, pondo suas mão em seu ventre.

- O Bebê está em perigo, ele está muito agitado, parece que quer nascer antes da hora...- Relatava Milukov. - Temos que acalma-lo, e rápido!

- Mas, mas o que faremos? Oque faremos?

- Mantenha a calma, homem! Vá chamar a curandeira, rápido! Eu e Mikulov cuidamos dela, agora vá!- Dizia Tyrael - Agora temos que leva-la para cama, ela tem que descansar.

- Não! o bebê está muito agitado, se a movermos agora, ela vai piorar, temos que esperar a parteira chegar. Algo não está certo, ainda é muito cedo para ele nascer,.. Algo está interferindo no no ciclo de nascimento. - Teorizava o monge.

- ARRrrrr!! O meu bebê, ajudem ele! Não importa como, salvem ele!!- Implorava Melissa entre os espasmos de dor e contração, com seu rosto mais e mais vermelho.
- Ela está com muita dor, tem algo na bolsa que pode ajuda-la, fique com ela Tyrael !- Dizia o monge enquanto ia até a bolsa em seu quarto. Tyrael permaneceu prostrado ao lado de Melissa sem saber ao certo o que fazer, com muita dor, ela se contorcia e gemia, as vezes até gritava por causa das contrações. Oque posso fazer, deve haver algo que posso fazer para ajuda-la? Pensava, mas as contrações de dor se agravavam mais e mais, não aguentando a cena de dor e tortura pela qual Melissa passava, Tyrael pôs a mão em seu ventre e e começou a cantarolar a única canção que conhecia, única que vinha em sua mente no momento, A Canção do Arco Cristalino, neste momento as dores pararam, as contrações também, o rosto de Melissa se acalmou e ela adormeceu com a canção.

- Parece que eles já estão bem! - Disse Mikulov logo atrás de Tyrael - A música do Paraíso?!

-Sim, não sabia o que fazer, essa foi a única ideia que me passou pela mente! Parece que detenho alguns dos meus poderes angelicais ainda, mas não são de muita utilidade neste momento!-

- Não diga isso Tyrael, neste momento você salvou duas vidas pelo preço de uma!- Consolava Mikolov, enquanto pegava Melissa em seus braços para leva-la ao quarto. - Mas há algo errado com a criança, o ciclo de nascimento dela está adiantado, os Deuses estão inquietos com ela, sei que não é desejo deles que ela nasça antes da hora devida, mas por que?!... - Se indagava enquanto a colocava na cama, Tyrael ficou na porta, imaginando o ocorrido, concordava com o Milukov até certo ponto, mas como não compreendia a natureza humana em seu intimo, não pode responder.

- Onde ela está? Como eles estão, ela tá bem, e o bebê?! Cheguei tarde?! - Exclamava desesperadamente Cullen ao chegar ao pé da escadaria que leva aos quartos.

- PARE DE SER FROXO HOMEM, agora saia da frente quero vê-la, e não me atrapalhem, preciso examina-la cuidadosamente! - Ordenava uma velha anciã, de poucos cabelos prateados e desgrenhados, de roupas velhas e desbotadas, carregava uma bengala de madeira tosca que usava para bater nos pés de Milukov e Tyrael, tirando-os do seu caminho até o quarto. Havia algo nela que Tyrael não gostava, algo sinistro que sentia toda vez que se encontravam, quase como um cheiro imperceptível, mas não sabia ao certo o que era, mas perceberá o monge compartilhava da mesma opinião ao olhar em seus olhos. Cullen tentava segui-la até o quarto, mas ela o trancará-o do lado de fora, ele estava visivelmente angustiado e agitado.

- Não tema, ela vai ficar bem agora, Tyrael acalmou seu filho, e os Deuses os protegeram agora, mantenha a fé meu amigo.- Consolava o monge.

- Como assim acalmou meu filho?! Havia algo de errado nele, ele está bem, ele está bem mesmo?!

- Creio que sim, ficará tudo bem, mas não confio muito nessa parteira, deve tomar cuidado Cullen, fique de olho nela, bem de perto.- Aconselhava Tyrael ao Cullen, mas ouve-se gritos do quarto onde Melissa estava. Desesperadamente, Cullen arromba a porta e adentra o quarto apressadamente, onde a parteira segurando um incensário dizia palavras de poder em concentração absoluta. enquanto Melissa se contorcia de dor, derrubando o objeto das mãos da parteira Milukov quebrando a magia que ela lançava.

- Mulher vil, o que planejava fazer a eles? - Dizia Tyrael, enquanto o monge segurava fortemente a parteira, mas ela ainda estava em transe. Neste momento Cullen perceberá algo, sua mulher estava não acordava do desmaio provocado pelas dores, Mikolov percebera que a velha parteira ainda estava lançando seu feitiço negro na criança no ventre de Melissa.

- Traga a sua espada Tyrael, ela pode ajudar, rápido!- Tyrael carregando a lendária El'Druim em mãos, crava-a no chão do quarto. Com sua luz, Tyrael poderia expulsar qualquer mal de onde quer que estivessem, onde quer que se escondesse, mas uma fumaça azul saiu da boca de Melissa e sobrevoou em direção a velha parteira, entrando em sua boca logo em seguida, como uma enguia se escondendo.
Enquanto Melissa lentamente recobrava os sentidos e respirava normalmente, a parteira recobrava os dela, Tyrael segurava Cullen com uma mão, e El'Druin com a outra apontava para a parteira.

- Quais era seus planos para a criança? Diga, e talvez eu tenha piedade de sua alma.

- Eu só queria outra chance, outra vida! Eu não ia machucar ninguém, eu só queria outra chance de viver!- Choramingava a velha parteira. Ao ouvir tais palavras Cullen já enfurecido se soltou de Tyrael com a clara intensão de matar a parteira.

- Não ia machucar NINGUÉM! Você ia matar meu filho pra si satisfazer, você ia... Ia renascer nele, no meu filho?! SUA BRUXA DOS INFERNOS!!! - Gritava Cullen ao perceber o plano da velha parteira, mas Tyrael o conteve.

- Fique calmo Cullen, não cabe a nós julga-la, infelizmente, não cabe a mim julga-la, devemos leva-la a quem possa, e garantir que ela tenha o que merece. E a você, sua velha vil, onde aprendeu esse feitiço, quem a ensinou? - perguntava, mas a velha nada disse, só ficou em prantos, lamentando e pedindo desculpas constantemente. Mikulov levantou a velha parteira pelo braço firmemente, com a certeza que ela não escaparia ou tentaria algo, percebeu porém, que ela estava fraca e pálida, diferente de antes, o feitiço que usou parecia ter drenado suas forças, e que não duraria muito mais que dias. Por um momento ele teve pena da velha, mas ao olhar a Melissa ainda deitada na cama, debilitada e de como a vida que ela carrega poderia ter sido perdida, logo sua pena se transformou em raiva e fúria, que conteve e brandou em consideração a seu amigo.

- Levarei ela comigo, tenham certeza que me certificarei que ela tenha o que merece nas mão das autoridades, eu prometo.

- Só a leve daqui Mikulov, nunca mais quero ela perto de nós, da minha família... Senão, não responderei por mim.- Dizia Cullen tentando se conter ao perceber que a esposa despertava.

Ao retornar da cadeia da cidade, com a promessa e as ressalvas feitas aos guardas sobre a velha parteira, Tyrael e o monge caminhavam calmamente por uma rua paralela a que eles costumam usar, pois sabiam que ela ainda estava cheia de vizinhos e curiosos, e ela estava vazia e calma, iluminada pelos lampiões das casas e pela lua cheia e noite clara do céu, Milulov sentia a calma em sua volta, os Deuses estavam calmos, Tyrael estava pensativo ao seu lado, como de costume, tudo parecia tranquilo, mas seu intimo estava inquieto, os acontecimentos na casa o perturbaram intimamente, sua mente agitada tentava encontrar o equilíbrio e sobriedade que lhe eram costumeiros. Quando finalmente chegaram, Cullen subia as escadas com um pote de biscoitos e uma jarra de leite cheia.

- Ela mal acabou de acordar e já está na ativa. - Comentava Cullen, mais calmo e tranquilo.

- Que bom, fico feliz em saber, mas gostaria de ve-los, quero ter certeza que o ciclo do nascimento não foi comprometido de alguma forma, afinal.- Dizia o monge, ajudando cullen com a bandeja.

No quarto, Melissa
Você escreve muito bem. Deveria se dedicar à literatura. Sua desenvoltura é muito boa. Ainda mais se tratando de uma história já existente. Parabéns!
21/12/2015 13:01Citação de Drakonika
Você escreve muito bem. Deveria se dedicar à literatura. Sua desenvoltura é muito boa. Ainda mais se tratando de uma história já existente. Parabéns!


Obrigada!!! Mas por enquanto, vou me dedicar a ortografia, minha escrita é péssima. Ou será o meu teclado me trolando?! (-^__^-)
No quarto, Melissa sentada na cama, aparentava ainda cansaço, mas seus olhos mostrava o mesmo brilho e força costumeiros, tranquilizando o monge que sentava na cadeira ao lado após entregar a bandeja.

- O que aconteceu com a parteira Biazin, ela morreu?!- Perguntava curiosamente, para a surpresa de todos.

- Não, ainda não!- Respondia o monge secamente. - Por hora, deixe-me ver o bebê ainda estou preocupado com ele.- Colocando suas mão no ventre de Melissa, ouviu-se o coração da criança, pequeno, forte e incessante como de um pequeno pássaro frágil e assustado.

-Então ele está bem?! Ele não terá problemas?! - Perguntava ansiosamente Cullen

-Vai ser menino ou menina?!- Sorria Melissa ao olhar o marido preocupado.

-Sobre isso, infelizmente não sei dizer, mas garanto que a criança vai ficar bem, tem coração forte e possui grande força vital, os 1001 Deuses cuidaram bem do seu nascimento- Tranquilizava Milukov.

-Por hora deves descansar, todos devemos, tivemos muita emoção por hoje.- Dizia Tyrael na entrada do quarto, cansado não só da viajem, como também da agitação.

Quando finalmente chegou ao seu quarto, na hospedaria, Tyrael olhou para sua mesa de trabalho carregada de pilhas de livros e manuscritos, pensava em trabalhar, manter sua promessa feita a Deckard e Léia, era o meio que encontrará para pagar seus pecados que possuía na perda de Léia ao Mal Supremo e da queda dos Portões Diamantinos, que resultou na morte de vários irmãos e irmãs angelicais, era sua penitência. Mas não tinha mais forças, ao sentar na cama de madeira rústica de lençóis límpidos e macios, o resquício de forças em manter seus olhos abertos fora drenados rapidamente, tombando em sono profundo e pesado.

O olho de El'Druin brilha, A decisão é dele, mas acredito em sua escolha, em proteger meu mundo e, meus filhos..., o som da voz de Inárius desperta Tyrael, percebendo rapidamente que se encontrava em um campo aberto de grama verde viva, seguindo em direção ao arvoredo próximo, percebe um homem encapuzado com manto azul seguindo em direção a uma caverna no topo de uma colina, havia algo de familiar no homem, Tyrael decidiu se esconder e segui-lo de uma distancia segura até a caverna, mas o homem parou repentinamente e olhou por cima do ombro para o lugar de onde o Tyrael se ocultava.

-Ainda não é chegada a hora, mas quando chegar, esteja preparado para guia-lo, ele precisara de ajuda com o destino que escrevi para ele, precisara de você, Meu Irmão!- Exclamava a voz conhecida, forte e calma.- Por agora, somente desperte...

-Tyrael, desperte, desperte Tyrael.-Acordava-o Melissa, com seu jeito autoritário, mas sorridente.- Planeja dormir até quando, ano que vem? Levante-se logo, o almoço está pronto.

-Sabes muito bem que não gosto de adentre meu quarto assim, o que fazes aqui?- dizia num tom aborrecido pela interrupção e pelo despertar repentino.

-Oque achas, vim te acordar, simplesmente? Já estava ficando preocupada de ver você dormir tanto, agora se levante e vá comer, e se for atá a tal da "Ordem Horadim", leve o Cullen com você, ele tá me deixando doida de tanta preocupação por causa de ontem.-Dizia em tom igualmente aborrecido, enquanto ajuntava as coisas espalhadas pelo quarto de Tyrael, ao observar a El'Druin em pé ao lado da cama, sorriu levemente, como se ouvisse a música que ela emitia.

-Seu banho também está pronto, tome-o antes de sair, tá precisando, e leve algo pra comer junto, sei que com certeza não retornará hoje da Ordem.- Instruía calmamente Melissa a Tyael, como uma mãe instruiria seu filho, enquanto saia do quarto.

-Essa mulher..., como ousas?! Definitivamente ela não sabe o que é respeito! Oque Cullen tinha na cabeça ao se unir a ela?!- Resmungava Tyrael olhando para El'Duin, como se ela o escutasse, já que ela era única confidente que ele possuía para desabafar.
A caminho da Biblioteca Horadim, as ruas se mostravam bastante agitadas, tabernas movimentadas com marinheiros recém-chegados do porto, a feira abarrotada de gente e especiarias, mas ao descer a um certo beco úmido e escuro que dava a uma rua quase deserta, se não fosse pelos bêbados e mendigos costumeiros em qualquer lugar que se passe, Cullen acompanhava a contragosto Tyrael e Milukov, já que sua esposa, Melissa, o obrigará a ir com eles, com a promessa que ficaria com sua vizinha e amiga o dia inteiro, e mesmo com a preocupação com seu estado atual e pelo ocorrido na noite anterior, preferiu não contrária-la, e também no seu intimo queria visitar a ordem, a qual estava ausente por um bom par de tempos.

Ao atravessar a entrada de uma casa deteriorada, quase em ruínas, seguindo pela sala principal, aos fundos, havia um buraco amplo o bastante para um homem passar em pé sem problemas, que dava um corredor de pedras escuras e úmidas mal iluminado por lampiões e tochas, seguindo pela direita reto, até um bifurcação iluminada por uma tocha onde havia uma seta em vermelho apontando a direita e outra em azul apontando para esquerda, que seguida, levava a até um amplo salão bem iluminado e amplamente mobiliado com mesas grandes e cadeiras rústicas, e numerosas estantes de madeira que formavam corredores quase intermináveis de pilhas de livros, manuscritos e pergaminhos antigos e novos cuidadosamente separados e enfileirados com seus devidos cuidados. Ao fundo de vasta biblioteca, havia uma porta que levava para outro labirinto de corredores que dava a diversas salas usadas constantemente para treino e pratica dos feitiços contidos nos escritos, e outras para manutenção e tradução dos mesmos. Ao chegar, Cullen e os outros foram logo recepcionados por Jhonas, um senhor de meia idade aparente, que deixava transparecer um ar de confiabilidade e sinceridade sem iguais, e outro dois membros da ordem, que estavam mais próximos da entrada.

-Sejam bem vindos amigos, espero que a viagem de vocês tenha sido muito instrutiva!- Dizia com o mais largo dos sorrisos que se poderia dar.

-Mais do que imagina, trouxemos achados interessantes a vocês.- Respondia Milukov ao apontar para bolsa que trazia consigo presa a cintura.
-Irei para minha sala, me chamem se precisarem de mim.

-Mas Tyrael, acabas de chegar, poderia pelo menos conhecer os novos integrantes da Ordem...- Dizia Cullen preocupado com a obsessão do ex-arcanjo.

-Cullen, sabes muito bem da missão que possuo, e sabes muito bem do tipo de perigos que teremos estar prontos para enfrentar, por isso...

-Por isso que temos que aproveitar a bonança antes da tempestade, pois quando ela chegar, nada será perdido, e tudo será aproveitado.- Interrompia Jhonas sorridente, pois compreendia Cullen em sua preocupação com Tyrael, pois desde a sua chegada a Gea Kull, ele não saia de sua sala de estudos improvisada e pilhada de livros e mapas. Jhonas não conhecia Tyrael muito bem, apenas de vista, quando ele salvou sua caravana do ataque dos demônios em Caldeum, desde então tem grande gratidão, se juntando a Ordem Horadim, quando soube que ele era seu fundador.- Sei que tem muito trabalho e que o tempo corre contra você, mas se não parar e respirar um pouco ira se perder em si mesmo, e jamais achara a direção certa, até ser tarde dimais.- Dizia calmamente.

-Agradeço a sua preocupação, mas ela é desnecessária, chame-me se for algo importante.- Disse secamente Tyrael, seguindo logo ao labirinto de corredores ao fundo da biblioteca. Parar é única coisa que não posso fazer no momento, não agora, tenho perguntas que precisam de respostas urgentes, ou o destino deste mundo estará perdido...

Chegando a sua sala de pedra com uma única porta de madeira rustica, que era a sua única ventilação, já que não havia outras aberturas e entradas de ar, iluminada apenas por velas e um lampião, havia no fundo uma mesa ampla de madeira e uma cadeira mal conservada, abarrotada de pergaminhos antigos e quase inlegíveis, mas no centro da mesa, cuidadosamente adornada com papeis de traduções dos mesmos e mapas de toda Santuário, estava o Livro de Cain, o legado de Deckard e Léa, suas anotações, seus apontamentos, e até mesmo seus pensamentos contidos nele era, um peso e ao mesmo tempo um alento a Tyrael, que lhe trazia orientações e, as vezes, lembranças de sua outrora vida como imortal.
Capitulo III - Visitante do Destino

Cullen retornava para casa por um caminho alternativo da Biblioteca Horadrim, que ficava no subsolo da cidade interligada por intermináveis labirintos que se conectavam a vários cantos da cidade, este em particular era o mais próximo de sua casa. Ao sair pela parede de um prédio Cullen e Milukov conversavam sobre o trabalho que Tyrael se impunha em realizar. Milukov sairá para comprar algo para Tyrael comer, já que ele havia esquecido de trazer, concordava com Cullen até certo ponto, mas sabia que o ex-arcanjo tinha uma missão importante e que o Deuses Antigos tinham algo planejado para ele, e por isso dificilmente questionaria as suas decisões e a dos 1001 Deuses, mas sabia que deveria cuidar dele, mesmo contra a sua vontade se fosse preciso.

- Desculpem senhores, mas vocês poderiam me dizer, onde posso encontrar o Tyrael que vocês tanto falam? - Os surpreendia um homem encapuzado, que poderia passar por mendigo pelas roupas surradas, se não fosse pelo porte imponente e pelo rosto parcialmente visível, mas bem definido. Milukov se impressionou em como não detectou sua presença tão próxima, algo que dificilmente lhe passaria despercebido, por seus anos de treinamento que lhe permite ter uma ampla sensibilidade do mundo a sua volta, algo assim não é de seu costume.

- E quem seria você?

- Estou a procura do homem chamado Tyrael. Sou... um parente dele. - Dizia o homem cabisbaixo, como se estivesse tentando esconder seu rosto, mas perceberá que sua mentira não convenceria nem o monge e nem o horadrim. Levantando seu rosto para observa-los melhor, revelando um rosto esbelto de feições firmes e serenas, com cabelos castanho e ondulados cujas a madeixas caiam sobre seus olhos azuis cintilantes e penetrantes como joias. Cullen não confiava no homem misterioso, era suspeito, principalmente por chamar o ex-arcanjo de homem e por dizer que era um parente, até onde sabia Tyrael não tinha parente próximo, não em Santuário.

- Ele está... trabalhando, mas posso traze-lo até você, se concordar em espera-lo em casa.- Dizia Mikulov, depois de uma longa pausa, para espanto de Cullen.

- Aceito sua condição, mas peço que seja discreto, não quero assusta-lo com a minha presença.- Pedia o homem, que deixava transparecer um sorrisinho meio travesso nos belos lábios finos.

- Está certo. Cullen poderia chamar o Tyrael, eu cuidarei das coisas, não se preocupe.

- Espere um momento, você vai permitir que ele venha até a nossa casa, e minha mulher? Vai expô-la assim...

- Eu já disse que cuidarei das coisas, além do que, ele não tentara nada de perigoso, não é mesmo?- Tentava tranquilizar o monge, ao olhar novamente perceberá o homem distraído com uma mãe e seus dois filhos comprando frutas na barraca ao lado deles. - Sua primeira vez visitando a cidade?

- Hã... sim, sim, minha primeira vez, mas visitei outras cidades a algum tempo atrás, mas parece que por onde vou, quase nada é diferente das outras, homens, mulheres, crianças, para mim, são todos iguais...

- Mortais, nãos é?! Não se preocupe, Tyrael virá logo para ve-lo, contando que se comprometa a fazer o que peço.- Explicava Milukov olhando de esguiadela para o Cullen, que se mostrava desconfiado, mas conformado com o pedido do monge, pois confiava nele.

- Sim, mais uma vez aceito suas condições.- Dizia o homem num tom mais sério, encarando o monge.

Ao chegar em casa, Melissa não se encontrava, havia deixado um recado na mesa, avisando que passaria o dia todo na casa da amiga, só retornando ao fim da tarde. Milukov oferecia algo para o homem que recusava educadamente. Com passar do tempo, o homem se mostrava impaciente, batendo os dedos na mesa, enquanto Milukov sentando de olhos fechado, dando a impressão que estava dormindo, o vigiava atentamente.

- Você disse que o traria até aqui, mas por que ele demora tanto?- Questiona o homem seriamente.

- Ele está fazendo um trabalho importante, por isso demora, mas logo estará aqui. Pelo menos poderia me dizer o que deseja tratar com ele? - Dizia Milukov de olhos fechados.

Mas o homem não disse nada, somente olhou para o lado, em silencio, o monge também não o questionou mais, sabia que se o fizesse ele não responderia, precisaria ter paciência em esperar ele falar por conta própria, já que sua propria impaciência o trairia mais cedo ou mais tarde. Após um par de horas finalmente Tyrael chega com Cullen, um tanto apressado, pois a urgência que Cullen empregava era bem convincente. O homem se levanta rapidamente e fica em prontidão, como um soldado na presença do oficial superior. O ex-arcanjo o olha fixamente, não o reconhecendo, mesmo o homem tirando o capuz, revelando um sorrisinho travesso escondido forçadamente no semblante serio, Tyrael se aproxima em passos firmes, com a certeza que o homem era um conhecido, mas sua memoria não o reconhecia, mas ao olhar diretamente em seus olhos, um relampejo vem a sua mente.
- Hadriel?... Meu irmão, o que te trás a Santuário?! O conselho sabe de sua vinda? - Questiona Tyrael, deixando transparecer emoção em sua voz ao reencontrar seu antigo tenente. Até onde sabia Tyrael, desde quando o ex-arcanjo se tornará mortal, Hadriel se tornara subordinado de Itherael, nas Bibliotecas do Destino, mesmo contra vontade de Imperius, que o queria como seu tenente no lugar de Belzael, já que reconhecia a sua bravura e excelência no combate, mas Hadriel sempre fora leal a Tyrael e nunca teve muita simpatia com Imperius, por isso, quando o ex-arcanjo o dispensou de seu serviços, com receio que sua reputação de guerreiro fosse prejudicada com sua escolha, o anjo implorou a Itheral servi-lo na Biblioteca, e também Hadriel nunca demonstrou vergonha pela escolha de seu superior, pelo contrário, sempre fez o que podia para ajuda-lo, atendendo suas necessidades onde podia e lhe era permitido.

- Felizmente, após o ocorrido com o Lorde Malthael, encontro-me muito debilitado e necessito de descanso pleno em meus aposentos.- Dizia Hadriel deixando transparecer um sorrido travesso.

- Compreendo, então mentiu para me ver... Sabes muito bem que não concordo com esses métodos, então me digas, o que lhe trás aqui?- Comenta Tyrael deixando transparecer um desapontamento em sua voz. Mesmo estando intimamente feliz com a visita de um irmão, mentir era um ato um tanto perigoso para um anjo, pois isso o levaria a corrupção e a morte do anjo, se a mentira perdurasse.

- Sei que não concorda, e lamento por isso, mas precisava saber como estava e lhe manter a par das reuniões do Conselho, pois mesmo que tenha se isolado, anda faz parte dele.- Hadriel sabia que sem o Aspecto da Sabedoria para guiar o Conselho Ângiris, o Paraíso Celestial poderia entrar em colapso frente a diversidades futuras.
- Está bem, vamos para quarto, lá poderemos conversar mais a vontade, me acompanhe.- Seguia Tyarel ao segundo andar da hospedaria, seguido por Hadriel, ao chegar no fim do corredor, na última porta, o ex-arcanjo sentiu uma ponta de vergonha latejar em seu peito, Ele veio até aqui para me ver, mesmo correndo o risco de ser descoberto pelo Conselho, se for pego por me ajudar, não poderei fazer nada por ele não nessas condições...

- Este é seu quarto?! Suponho que esta deva ser sua cama. Posso experimenta-lá, senhor Tyrael?- Perguntava Hadriel movido pela curiosidade, como um menino ao visitar um lugar diferente pela primeira vez.

- Não há necessidade de me chamar de senhor, afinal não estamos mais no Paraíso Celestial, mas me diga, o que lhe trouxe até aqui?- Questiona Tyrael seriamente, ao observar Hadriel deita em sua cama.

Camas humanas são tão macias... Deve ser por isso que o senhor Tyrael não descansava bem nos seus antigos cômodos, ao que parece este lugar, mesmo que seja sujo e desarrumado, emite uma energia harmoniosa e cálida, quase... Realmente um lugar estranho para alguém como ele! - Vim aqui trazer-lhe noticias do Paraíso Celestial, ao que parece o Senhor Imperius ainda esta bem convicto em destruir os humanos e Santuário, mas o senhor Itherael teve uma visão momentânea, relacionada com este mundo.- Descreve Hadriel.

- Visão momentânea?! Como assim, explique!

- Ele comentou a mim que a visão durou apenas um momento, e que se dispersou logo em seguida, ele não sabe exatamente o que é ou o que significa, mas acredita estar relacionada a este mundo e ao senhor. Neste exato momento ele se encontra em seus aposentos onde prescruta assiduamente Talus'ar, com intento de descobrir mais sobre essa visão. - Conta Hadriel ao ex-arcanjo que ouvia seriamente. Hadriel observava o semblante sério de Tyael, perceberá que ele se encontrava mais descansado e mais enérgico, diferente de outrora, quando o via vagando erroneamente nos paços da justiça sem direção aparente.

- Compreendo, e somente isso o trouxe até Santuário? Ou algo a mais?- Questiona Tyrael de maneira curiosa.

- Em breve começará uma reunião do Conselho, gostaria de saber se o senhor participará?

- Tenho um trabalho de suma importância aqui... Além do mais acredito que minha presença não é necessária no Conselho. Eles ficaram bem sem mim.- Dizia o ex-arcanjo, deixando transparecer um tom de tristeza em sua voz.

Ao descer do segundo andar, Tyrael encontra somente o monge sentado de olhos fechados numa mesa a espera, aparentemente Cullen havia saído. Hadriel se aproxima de Mikulov, e o olha fixamente, como esperasse algo dele.

- Como posso agradecer pela sua ajuda?

- Não há oque agradecer, minha função é cuidar de Tyrael, você e seu mestre não precisam se preocupar, ele está em boas mão. - Dizia o monge ao se levantar, Hariel deixa escapar um sorriso tímido e envergonhado, mas Milukov sorri levemente, apenas para tranquilizar o anjo.

Hadriel se despede de Tyrael com a promessa que retornaria em breve, mesmo contra a vontade do ex-arcanjo. Ao retornar , o monge já se encontrava na cozinha, onde preparava algo para comer, quando retornou com uma bandeja Tyrael o esperava em pé na sala.
- Como sabia que Hadriel era um enviado do Paraíso Celestial?- Pergunta seriamente o ex-arcanjo a Milukov que servia o lanche calmamente.

- Não sei dizer ao certo... Os olhos dele eram iguais aos seus, e sua presença era um tanto... diria, intrigante.- Respondia o monge da melhor maneira que podia, já que a descoberta da identidade do anjo foi feita quase por instinto naquele momento.
Ao atravessar o portal, Hadriel adentra o interior mais profundo dos Poços da Sabedoria, onde tinha certeza que não seria descoberto, um lugar tomado pelo frio e silêncio, e onde a luz quase não alcançava tornando tudo cinza e pálido, que refletia o abandono e desuso. Após retirar o disfarce com certa dificuldade, já que era a sua segunda vez usando-o, olhou para o rosto que usará, recordando de suas experiências que teve ao visitar Santuário, as sensações, os sentimentos, tudo deveria ser memorizado, pois o relatório que faria a seguir deveria ser bem detalhado, como de costume, você e seu mestre... Então ele perceberá... Os humanos são mais impressionantes que eu previra, devo ser mais cauteloso na próxima vez... Mas acho que não há necessidade de me preocupar com Lorde Tyrael, aquele humano parece confiável. Tratou de esconder seu disfarce cuidadosamente numa fonte vazia e escura, mas marcada para ser encontrada posteriormente. Atravessando cuidadosamente as Fontes da Sabedoria, que outrora eram brilhantes e cheias de luz e vida, e que agora estavam secas e intricadas de rachaduras, o anjo se lembrava dos momentos em que vinha até as mesmas fontes para ter momentos de clareza e sabedoria ao prescruta-las no passado, lembrava dos raros encontros e momentos em que ouvia Malthael falar palavras que o ajudavam a encontrar o caminho perdido em sua mente. Será que algum dia esse lugar voltará ter vida novamente? O pensamento era opressor, mas ao olhar o fundo de uma das fontes, Hadriel percebeu uma pequena e quase imperceptível poça de água, quase como uma pedra brilhante escondida, quando se aproximou, o sentimento de renovação o preencheu, talvez, quem sabe?!... Saindo dos Poços da Sabedoria, Hadriel seguia calmamente pelos corredores até alcançar os Jardins da Esperança, observou o lugar quase vazio, com poucos anjos sentados, admirando as árvores e flores do lugar, procurou o banco mais afastado e solitário de todos para se sentar e admirar as árvores com seus galhos cheios de luz e música, calmas e serenas, como se o mal que assolou o Paraíso Celestial nunca tivesse as tocado ou alcançado o lugar. Sem perceber alguém sentara ao seu lado calmamente e delicadamente, como estivesse tentando não interrompe-lo, ou estava tentando não chamar atenção de outros? Não sabia ao certo.

- Foi bom seu passeio? Espero que tenhas trazido boas novas.- Pergunta o anjo com a voz num tom baixo, quase sussurrando.

- Sim, aprendi bastante com meu passeio, mas acima de tudo sei que o Senhor Tyrael está em boas mãos, posso dizer.- Conta Hadriel sem olhar para o anjo ao seu lado, no mesmo tom de voz. Neste momento um guarda luminarei se aproxima calmamente, realizando sua ronda sem perceber o pequeno encontro secreto que acontecia no momento.

- Ele parece bem, sua aparência melhorou, acredito eu, e o lugar onde está neste momento parece um tanto acolhedor e receptivo, mesmo estando bagunçado.- Descreve Hadriel, mas não sabia ao certo se o anjo estava escutando, pois dava a impressão que estava admirando as árvores também.- Ele me confirmou que não participara das reuniões do conselho, o que fará minha senhora?

- Por hora, respeitaremos a decisão dele. Então ele está bem então, admito que fiquei preocupada se ele não havia encontrado um lugar entre os humanos, se eles não o receberiam bem, mas fico feliz por estar errada.- Dizia o anjo, deixando transparecer um tom de calma e bem estar pelas suas asas delicadas e brilhantes em forma de calor cálido e luz pulsante.

- Sim, ele está muito bem, realmente está em boas mãos humanas...

Junte-se à conversa

Voltar ao fórum