Conto: A Semente do Mundo

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Capitulo IV - Rumo ao Oeste

Passaram-se dias desde a visita de Hadriel, e calmaria que se seguiu permitiu a Tyrael dar continuidade as suas pesquisas, o ex-arcanjo procurava outras pistas deixadas pelo seu irmão Inárius, similares a aquela encontrada no templo perdido, pergaminhos, livros e inscritos que iam desde a Guerra do Pecado até a criação da fé Zakarum, mas não demonstravam possuir qualquer pista ou caminho que poderia levar a uma. Nem mesmo os relatos sobre a Catedral da Luz, tinham informações suficientes para auxilia-lo. Após horas de trabalho excruciante, o ex-arcanjo finaliza seu dever naquele dia, mas antes de ir, observa mais uma vez o pergaminho de Inárius, tentando imaginar o que a mensagem queria dizer, seu significado, mas nada vinha a sua mente, exceto uma pergunta que sobrevoou a por um momento, Por que a esse anjo estaria nesse globo de luz? parece até ... Um símbolo de algo... Neste momento, veio a lembrança de um rascunho de um símbolo muito antigo, contido num livro que tentava descrever a origem da humanidade em Santuário, e do surgimento das ordens religiosas, como Uno, TriUno e a Catedral da Luz, esta última criada por Inárius com o objetivo de impedir a dominação dos Males Primários. E o símbolo principal desta ordem era justamente um ser envolto num globo de luz, mas a ordem foi extinta a eras atrás, na batalha contra o eydiren's, não deveria haver nada?! Mas se conseguiram um rascunho do símbolo, deve haver pelo menos algo por onde começar a procurar... Devo ir para o Oeste, para as terras onde ficavam a Catedral da Luz. Com este pensamento em mente, Tyrael se prepara para a viajem mais importante da sua vida, sem saber ao certo o que poderia encontrar.

Ao ser notificado sobre a viagem de Tyrael para Oeste que se seguiria em alguns dias, Milukov não respondeu, pensativo, apenas disse que necessitaria meditar, e assim o fez. Sobre o telhado da hospedaria, ignorando os chamados de Melissa para comer, as aves que se acomodavam em sua volta e da chuva que lhe afrontava violentamente, o monge meditou inteiramente. Milukov queira que os 1001 Deuses Antigos lhe mostrassem que a viajem feita seria de sua aprovação, já que o caminho que o Tyrael escolheria, era não só perigoso para ex-arcanjo, como também era comumente usado pela maioria dos assassinos enviados para caça-lo, e que eventualmente poderiam matar o ex-arcanjo, antes dele cumprir sua tarefa, tarefa esta que, por desejo dos 1001 Deuses, e por segurança de toda Santuário, deveria ser realizada. Mas como explicar isso ao assassinos enviados para matar-lhe e aqueles que estão ao seu lado? Como impedir esse engano desastroso?!. O vento da chuva castigava-lhe com gotas d'água como chicotes e laminas cegas, a temperatura fria fazia seu corpo adormecer inteiramente de frio, mas sua mente nada sentia, com nada se importava, naquele momento seu corpo era nada mais que um receptáculo de seu espírito e sua mente, dois seres que mesmo distintos era um só; o vento, a chuva e o tempo pararam, ao perceber que o mundo congelará momentaneamente, Milukov viu um assassino de Ivgorod observa-lo ao longe, encapuzado com o manto característico do Monastério Flutuante, mas ele nada fez, somente ficou parado observando-o. O monge foi atrás do seu assassino, que fugiu logo em seguida pelos telhados das casas, em direção a saída da cidade, onde logo parou e o esperou alcança-lo. Milukov ficou em prontidão para a luta, com a certeza que era somente ele que o assassino queria, senão o atacaria sem excitar e mataria todos na hospedaria, mas ele nada fez, além de apontar para a estrada de terra batida longínqua e interminável, além do horizonte. O monge não entendeu de principio, até o vento assoprar com força implacável, levando consigo a poeira e o assassino com seu capuz, como um pedaço de pano velho pela a estrada de terra batida, naquele momento Milukov compreendeu que era chegada a hora de não só cumprir sua promessa de proteger o ex-arcanjo da Justiça Tyrael, como também, de enfrentar seus perseguidores de uma vez, Se essa é a vontade dos 1001 Deuses, eu aceitarei e seguirei seu caminho.
Com os preparativos para a viajem prontos, Milukov e Tyrael estavam pesquisando os mapas pela última vez, já que a antiga Catedral da Luz de Inárius ficava em algum lugar entre as Selvas de Torajan e a antiga cidade dos magos vizjerei em Viz-Jun. Com a noite chuvosa do lado de fora, a hospedaria se encontrava bem agitada, com marinheiros do porto se abrigando da tempestade, Cullen tentava atender a todos no bar com seus dois ajudantes, e Melissa, contra a vontade do marido, ajudava na cozinha, com sua amiga. Quando adentra dois indivíduos com seus mantos encharcados, um deles carregava um cajado longo cuja pedra na ponta emitia um brilho azul fraco mas pulsante, já o outro carregava uma espada longa e com um emblema

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