Ospherat o Mago das Pragas - Capitulo IV

Arquivos Horádricos
O DESERTO DOS VENTOS LANCINANTES

Após se prepararem para a jornada, os Nefalens e seus seguidores partem para Caldeum no deserto dos Ventos Lancinantes.

No caminho se deparam com vários peregrinos que estão entusiasmados com a esperança de também encontrar o navio e junto com ele tesouros e outras relíquias, observam também outros sem a menor condição de chegar ao destino, vendo o sonho da riqueza se esvaindo, sem forças, já moribundos, esperando a morte leva-los.

O tempo se faz curto, precisam encontrar o navio antes dos outros, a vantagem deles e que ninguém aparentemente está à procura do diário de bordo e sim somente atrás de riquezas.

Sabem também que no deserto ainda existem muitas criaturas das trevas e que poucos ou talvez nenhum deles chegará ao seu destino.

Após alguns dias de uma viagem extremamente cansativa, mas sem os perigos que outrora havia, finalmente chegam em segurança ao deserto dos Ventos Lancinantes em Caldeum.

O grupo descansa e pernoita em um último refúgio com agua e sombra antes de enfrentar os perigos do imenso deserto a sua frente.

Todos em silencio sabem dos desafios que irão enfrentar, além das criaturas das trevas que povoam o imenso deserto também terão que lidar com o sol escaldante do deserto de dia e o frio intenso ao cair da noite, sem contar com as perigosas tempestades de areia que com certeza estão por vir.

Esse deserto é imenso, por onde começar? Retruca Lyndon.

Não sabemos a localização do navio e nem onde vai aparecer se é que aparecerá.

Nesse momento perto deles um velho deitado a beira de um barranco, clama por um pouco de água.

Irina então lhe da água e um pedaço de pão, o velho mal consegue se levantar, precisou de ajuda para se sentar e beber a água que lhe foi dada, o velho estava muito mal.

O velho sorri, e diz:
Acho que a esperança de uma vida melhor chegou um pouco tarde para mim, sou o único que conseguiria encontrar os tesouros do navio, queria ter a juventude de vocês agora, pois com certeza teria encontrado o navio e seria muito afortunado. Vocês estão aqui para isso também, pergunta o velho com uma voz tremula e tossindo muito.

Não exatamente, responde Kormac, queremos sim encontrar o navio, mas por outros motivos, nesse momento o Caçador, interrompe Kormac, com receio dele revelar o verdadeiro objetivo da viagem.

Não se preocupe meu jovem, não ofereço perigo algum a vocês, fala o velho, estou aqui sem forças já deitado há dois dias, com sede e fome, e ninguém parou para dar um pouco de água e conforto a esse velho moribundo, agradeço a vocês.

O que o faz pensar que seria o único a encontrar o navio? Pergunta o Monge ao velho. Guarde suas forças velho, interrompe o Caçador, vamos descansar e amanhã falaremos a respeito.

Os Nefalens se olharam sabendo que o velho talvez não chegue a ver o sol no dia seguinte.

A noite está chegando e traz com ela o frio que chega a doer.

Em quanto o grupo ascende uma fogueira para aquecê-los perto do velho, Irina cobre o velho com um manto que trouxe. O velho sentindo que sua vida está por poucas horas, olha fixamente para os olhos de Irina, e sem expressar uma só palavra segura sua mão, aparentemente como um gesto de agradecimento pelo pouco, mais caloroso conforto recebido.

Todos então se aconchegam para dormir e recuperar as forças, pois precisarão delas no dia seguinte.

Ao amanhecer todos despertam já com o sol queimando seus rostos, Irina vai ao encontro do velho ver como ele está, e constata o que os Nefalens já haviam pressentido, o velho estava morto.

Irina relembrando o olhar profundo que o velho deu a ela, indaga:
Estranho, tive uma ligeira impressão que o velho queria me dizer algo.

Enquanto alguns cavam uma cova para enterrar o velho, o Monge olha a bolsa que o velho carrega, entre algumas bugigangas encontra um mapa com a localização das supostas aparições do navio.

Encontra também algumas páginas rabiscadas que sugerem que o velho não estava apenas atrás de riquezas, pois nos rabiscos estão desenhos dos monges e da mandala descrita por Tyrael.

O velho estava indo atrás do navio para encontrar o Diário, temos que encontra-lo rápido, pode haver mais pessoas interessadas no Diário do Black Rock. Vejam esse mapa, agora entendo porque o velho disse ser o único capaz de encontrar o navio, o mapa nos dará uma enorme vantagem, diz o Monge.

O Grupo se reúne para ver o mapa e traçar uma estratégia para localizar o navio.

O velho chegou perto, o X é exatamente onde estamos, fala o Monge.

Após enterrarem o velho e cobrir a cova com pedras, decidem em se separar em grupos.

Cada grupo segue para um local demarcado no mapa, com a esperança de avistar o navio e de encontrar o diário.

Combinam antes em se reunir nesse mesmo lugar em duas semanas, com ou sem o Diário de Bordo.

Tomem muito cuidado, o deserto está repleto de criaturas das trevas, grita a Arcanista aos amigos que já se distanciam.

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