O Coração de Turin

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Olá galera, é a primeira vez que posto um conto por aqui e para falar a verdade esse é o primeiro conto que eu escrevo em anos. Espero que gostem.

O Coração de Turin(parte 1/3)

No coração Ivgorod, em um alto e isolado monastério mantém-se viva a fé milenar dos monges shaptev. Nos primeiros séculos de existência da ordem, um renomado monge, Askathur - o profeta vira realizado um de seus presságios - Quando ao sul, alto no céu, Ivgorod contemplar uma estrela escarlate, este é o sinal do nascimento de um grande mal que irá se abater sobre o monastério dos ancestrais. Que estejam preparados os monges futuros para o arrebatar maléfico da ira de Thar-Khar'Azgul, o senhor da tentação. Dois anos depois, mesmo desacreditado por muitos de sua ordem, heis que uma noite escura se abateu sobre Ivgorod e do monastério se viu imponente a grande estrela escarlate. Neste momento um pavor percorreu o corpo dos inabaláveis monges, somente Askathur se manteve sereno compondo assim a segunda linha de sua profecia - Mil anos após a estrela escarlate, heis que irá surgir ao norte, alto no céu uma estrela d'alva, este o nascimento do salvador, aquele que impedirá a ruína do monastério perante a fúria de Thar-Khar'Azgul.
Cerca de mil anos após ascensão da estrela escarlate, o alto sacerdócio, composto pelos anciões da ordem, aguardava pelo cumprimento da profecia embora a data exata do evento tenha sido perdida com os anos, assim como a profecia era para os acólitos deste tempo uma mera lenda. Então, numa noite de inverno que Arcus, um dos mestres da arte dos cem punhos, que se preparava para um longo período de meditação viu ascender um estrela brilhante no céu do norte. Sob seus avisos, os sumo sacerdotes da ordem foram ao ponto mais alto do monastério onde também puderam contemplar o resplandecer da estrela d'alva. Não podia haver dúvidas, nenhuma estrela havia brilhado tão forte no céu de Santuário, nenhum registro descrevia tal evento tal como acontecia naquela noite. Foi uma noite de celebração no monastério, jamais havia ocorrido tal descontração entre os estoicos monges shaptev. Apenas Arcus mantinha-se resoluto pois sabia que tal celebração era como a de soldados que não esperam um amanhã, a concretização do augúrio estava muito além da esperança, era o sinal de que a batalha pelo monastério dera seu primeiro passo.
Os dias que se seguiram foram de uma inquietação quase sombria dos acólitos e de fervorosa meditação dos anciões. Nada se sabia sobre o salvador ou de onde ele viria ou quando seu caminho cruzaria com o monastério para que assim cumprisse o seu papel na profecia.
Passados alguns meses uma criança fora abandonada na porta do monastério, prática comum por pessoas dos vilarejos pobres ao redor que almejavam assim um futuro mais digno para seus filhos, longe da fome e dos temores que certamente os assolaria longe da proteção dos monges.
Do colo de um acólito o bebê foi entregue a Arcus, que providenciou os cuidados do bebê que não teria resistido sequer mais alguns minutos ao relento no inverno rigoroso de Ivgorod. Arcus percebera também que não havia cartas, inscrições ou sequer um nome, o que era comum quando uma criança era abandonada. Arcus sabia que era tolice acreditar que aquele menino era de fato o futuro campeão de Ivgorod e jamais permitiria que outros o cercassem com essa expectativa mas decidira que seria seu mentor e faria com que se tornasse o mais determinado de todos os monges de sua ordem não importando quem quer que fosse ou viria ser. Após contempla-lo por alguns minutos ele decidira, seu nome seria Turin.

é isso galera, amanhã eu escrevo a parte 2. agora eu vou farmar ;)
ps.: não ta revisado,qualquer coisa fala aí que eu conserto.
muito bom parabéns
Cade a segunda parte? (^__^)
Então galera, eu saí pra farmar e estava farmando até agora heheh

Então hoje, 5 anos depois eu resolvi continuar a saga sobre Turin, espero que vocês gostem.

O coração de Turin (Parte 2 de 3)

Sob a noite estrelada de Ivgorod, numa vasta planície enluarada, Turin, agora um rapaz de 14 anos, dedicava-se incansavelmente sob a tutela de seu mestre Arcus para aperfeiçoar suas técnicas. Os dois dois treinavam em segredo, longe do monastério. Turin não sabia muito bem o motivo da cautela de seu mestre, mas Arcus era astuto o suficiente para saber que um ninguém o daria permissão para ensinar a sagrada técnica dos cem punhos a um acólito tão jovem. Tal tarefa seria vista por muitos como uma irresponsabilidade de sua parte. O treinamento do caminho dos cem punhos era muito mais do que árduo, era muitas vezes um convite à morte.
A técnica, proibida para os acólitos, continha em si um grande perigo, era necessário a utilização de toda a energia vital do monge, onde muitos iniciantes, por não conseguirem controlar o imenso poder da técnica, acabavam se exaurindo até a morte.
Mas Arcus jamais se questionou quanto à capacidade de Turin, seu aprendiz era muito mais que um simples monge, Arcus podia ver a si mesmo quando jovem ao olhar seu aprendiz enquanto ele esmurrava ininterruptamente o velho salgueiro à sua frente.
Não, Turin não era como Arcus, Turin era muito maior que Arcus. Turin era o maior de todos que haviam passado em mais de mil anos pelo monastério. Arcus pode testemunhar a veracidade deste fato quando contemplou o exato momento em que seu aprendiz dominou sua técnica. A relva ao redor de Turin se afastava numa frívola espiral sob seus pés, e uma assombrosa energia azul celeste se concentrava em volta de seus exaustos braços, um grande vendaval se iniciara à sua volta e então, como num piscar de olhos, Turin despedaçara o velho salgueiro em mil pedaços. Turin era então o mais jovem monge a dominar a técnica do cem punhos.
Exausto e de volta ao monastério, Turin precisara de dois dias de repouso para reunir novamente as forças perdidas em seu treinamento.
Ao acordar, Turin lentamente recuperou a visão embaçada e percebeu que estava sendo velado por sua companheira de treino e discípula de Arcus.
Khalia o observa friamente, indagada pelas inúmeras perfurações pelo corpo de Turin.
Havia sido Khalia quem cuidara de seus ferimentos e cuidado dele durante seu repouso, intrigada pelo motivo de seu mestre não a ter convocado para treinar ao lado de Turin. O caminho dos cem punhos estava fora do seu alcance, mesmo sendo um dos prodígios do monastério de Ivgorod.
Khalia era certamente a mais veloz entre os discípulos, e despertava o interesse de Turin, em meio a amizade de ambos, os dois disputavam a atenção do monastério e de seu mestre como o mais prodigioso dos discípulos. Mas nada disso jamais abalara a amizade de ambos. Juntos desde a infância, Turin e Khalia eram inseparáveis e desfrutavam do amor incondicional um do outro. Não como homem e mulher, mas como irmãos.
Dez anos se passaram e Turin e Khalia haviam se tornados dois poderosos monges, requisitados nas mais calamitosas missões. Certo dia, ao voltar de uma expedição de duas semanas numa longínqua região de charcos, os dois tiveram uma noticia avassaladora. Seu mestre Arcus, agora um dos anciãos do monastério, havia partido em uma investigação com três outros monges experientes, eles procuravam evidências que explicassem o desaparecimento de sete crianças em um vilarejo não muito distante. Apenas um de seus companheiros retornara com a notícia de que Arcus, um dos anciãos do monastério havia perecido em batalha. Arcus havia enfrentado um demônio desconhecido de corpo grotesco e opulento.
Indignados, os dois foram até as bibliotecas do monastério procurar informações sobre o demônio que havia extirpado a vida de seu mestre mas antes que pudessem concluir seus estudos, Khalia apontava para a grande janela escavada em pedra, mostrando a Turin algo que ele jamais esqueceria enquanto vivo. Um grande exército demoníaco se aproximava do monastério e com sua aproximação o céu se tornava escarlate em plena noite. Não haviam mais dúvidas, Thar-Khar'Azgul, o assassino de seu mestre, o demônio das profecias havia finalmente chegado.

Gente, não fiz revisão novamente e dessa vez escrevi tudo pelo celular, então qualquer coisa da um grito aí. Vou farmar e volto daqui há alguns anos LOL.

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