Pergunte ao Boi

História de Warcraft
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Vendo o novo post da Hellen no WoW Girl eu me lembrei do tópico do grande Xarantaur nos fóruns europeus da Blizzard, onde as pessoas lhe perguntavam qualquer coisa que queriam saber sobre a Lore do jogo e ele lhes respondia na forma de RP. Então decidi fazer o mesmo por aqui, se tiver alguma duvida que queira saber sobre a historia é só perguntar, a pergunta não precisa ser na forma de interpretação, mas a minha resposta será. Bom, vamos começar!

EDIT: Eu fiz o post em uma cidade neutra justamente para que players de qualquer faccao possam perguntar. Alem disso, o Panon é um tauren mas não é da Horda, as unicas afiliações dele são com o Circulo Cenariano e os Andarilhos do Sol.
Panon Corvo da Tempestade, Shan'Do do Circulo Cenariano e um dos mais respeitados historiadores de Azeroth encontra-se bebendo na Taverna do Javali Caolho em Catraca, qualquer um que conheça a fama do tauren sabe que é a oportunidade perfeita para lhe perguntar qualquer coisa a respeito dos acontecimentos do passado. Alguns indivíduos ávidos por conhecimento sentam-se a mesa junto dele.

Panon: - Lakota mane! Digam-me o que querem saber que eu lhes responderei com todo o prazer!
Um Orc coberto por uma pesada armadura entra apressado na taverna, fala rapidamente com um goblin que está por ali e vira-se em direção a porta para sair. No entanto, ao virar-se, passa o olho por uma mesa que lhe chama a atenção. Tira seu elmo, e vai na direção da mesa olhando fixamente para um de seus integrantes.

Fredtheorc: - Deculpe a intromissão senhores, mas se não me engano você é Panon Corvo da Tempestade, Shan'Do do Circulo Cenariano, correto?
Sou Fredtheorc, guerreiro de Orgrimmar, e abusando da sua fama de conhecedor da história e das grandes figuras do nosso mundo, não poderia perder a oportunidade de esclarecer algumas dúvidas que veem me perturbando:
- Afinal, quem é essa Aggra que agora está do lado de Thrall? Ninguém que eu conheça em Orgrimmar ouviu falar dela.
Panon oferece a sua caneca de hidromel anânico ao recém chegado caso ele queira se juntar a bebedeira, e independente de sua reação começa a responder a sua pergunta:

Panon: - Não precisa se desculpar companheiro, estamos todos entre amigos aqui. Mas bem, vamos ver se eu consigo sanar a sua duvida, a senhorita Aggralan nasceu em meio ao clã dos Lobos da Neve, mas ela estava adoecida por causa da Varíola Vermelha que se abateu sobre o seu povo então estava isolada do restante de sua sociedade na vila do que hoje conhecemos como clã Mag’har e não veio para Azeroth. Com o passar dos anos ela se tornou a aprendiz favorita da avó de Servo (Thrall), Geyah, e uma xamã muito poderosa. Quando o antigo Chefe Guerreiro da Horda voltou para Nagrand em busca de se tornar um xamã melhor, a líder dos Mag’har incumbiu a Aggra de o ensinar.

O Shan’Do da uma pausa em sua fala para beber outro gole de sua caneca.

Panon: - Os orcs Mag’har com quem eu tive a oportunidade de conversar me relataram que no inicio a relação dos dois não foi das mais amistosas e que brigas e discussões entre os dois eram frequentes. Aparentemente a orcisa possui um temperamento forte e condenava as escolhas de Servo, segundo a concepção dela o Chefe Guerreiro deveria voltar para Terralem lutar pelos interesses de seu povo onde era o lugar deles. Mas com o passar do tempo, conforme foi lhe conhecendo melhor e percebendo a sua humildade, a jovem Aggralan acabou se apaixonando por Servo, que mesmo sendo o Chefe Guerreiro, a respeitava enquanto professora e ouvia atentamente ao que ela tinha para lhe ensinar.

E novamente ele interrompe o discurso para beber.

Panon: - Quando chegou a hora de Servo voltar para Azeroth, a orcisa decidiu vir junto, e aparentemente desde então os dois tiveram um relacionamento feliz e, depois dos incidentes em Hjal, Servo pediu a ela que se torna-se a sua companheira para a vida toda, o que os humanos chamam de casamento. É tudo o que eu sei sobre ela, espero que seja o suficiente para saciar a sua curiosidade.

E ao falar isso ele volta a beber seu hidromel, mas percebendo que ele esta para acabar sinaliza para o anão Hrotggar que gerencia a taverna lhe trazer outra.

Panon: - Se mais alguém tiver alguma pergunta que gostaria de fazer, por favor não se envergonhem, estarei aqui a noite toda.
Foram mesmo as raízes de Vordrassil que perfuraram a prisão do Yogg-Saron em Ulduar? ou teve algum outra causa?

(Desculpa não participar com RP, I suck at this.)
Panon: - Não meu caro amigo, as raízes da primeira “Arvore do Mundo” realmente avançaram muito profundamente, para o lugar onde a influencia dos Deuses Antigos é mais presente, mas não foram elas que libertaram-no de sua prisão. Não, isso ele conseguiu sozinho, provavelmente devido a Fragmentação do Mundo (Sundering) que parece ter enfraquecido a prisão dos Deuses Antigos, da mesma forma que seu semelhante C’thun. Mas sabe-se que ele contou com a ajuda do Vigilante Traidor, Loken, que sucumbiu perante a corrupção de Yogg’Sarron e tratou de preparar o terreno para facilitar a fuga de seu novo mestre.

Hrotggar tras a caneca de hidromel que o Shan’Do havia pedido e a coloca sobre a mesa tomando cuidado para não interromper a conversa, mas foi em vão pois assim que viu a bebida Panon parou de falar para beber, e só depois de alguns goles voltou sua atenção para o ouvinte.

Panon: - Onde eu estava? A sim, o traidor Loken! O Panteão deixou em Azeroth sete Vigilantes para assegurarem-se de que os Deuses Antigos não escapariam, e em uma péssima decisão eles optaram por deixa-los diretamente acima da prisão de um deles. Não é nenhuma surpresa que um deles tenha se corrompido, e que agindo em nome de seus novos mestres ele fez de tudo para facilitar a sua fuga. Para atingir esse objetivo, Loken precisaria trazer os demais vigilantes para o seu lado ou então elimina-los. Ele matou a Vigilante Sif, que era esposa de seu irmão, o Vigilante Thorim e culpou o rei dos gigantes de gelo, fazendo com que o Lorde das Tempestades se votasse contra os seus aliados e não interviesse. Ele parece ter trazido para o seu lado os Vigilantes Hodir, Mimiron e Freya, mas o destino de Tyr é desconhecido. Mas estas são historias para outra noite.

EDIT: Postei com o char errado, mas sou eu hahaha
Um paladino, que estava escutando a conversa na mesa ao lado, vira e diz

- Mas amigos, acho que foi a malfadada árvore gigantesca em Serra Gris, Vordrassil, a que foi corrompida, que acabou chegando ao calabouço do Deus Antigo, não foi? Alguns elfos a plantaram tentando recuperar Nordrassil, e a derrubaram quando ela foi corrompida pela influência de Yogg-Saron.
Mas daía dizer que ela quebrou o calabouço é exagero. Senão, o Deus não precisaria do Loken para tentar se livrar da prosão. Ela só fez mal aos pelursos que vieram a morar nela, muitos anos depois.
Estou certo, caro companheiro?
O ex-druida escuta atentamente a intromissão do humano enquanto bebe, sem parecer se importar, e apos pensar por alguns instantes responde:

Panon: - Perdoe a demora em lhe responder, eu estava tentando exatamente qual a sua duvida. Vejo que o druidismo não é mesmo a sua área meu amigo, mas este é um equivoco muito comum, a Vordrassil não foi criada recentemente, ela foi a primeira tentativa da criação da Arvore do Mundo, mas como eu disse agora pouco, ela acabou sendo corrompida pelo Yogg'Sarron. Os druidas a destruíram e então com a ajuda dos dragões criaram a Nordrassil longe da influencia dos Deuses Antigos.

Uma pequena pausa para beber.

Panon: - Eventualmente os Pelursos vieram habitar a casca remanescente da arvore que não havia sido completamente destruída, e acabaram se tornando vitimas dos sussurros enloquecedores. Mas eu não sei dizer a quanto tempo eles vem sofrido da influencia maligna de Yogg’Sarron, pois apesar de ter estado em Nortundria, não tive a oportunidade de questionar nenhum pelurso.
Escutando a conversa o Sacerdote se aproxima e sussurra no ouvido do Tauren:

-Amigo, entre nós apenas, estou insatisfeito com a falta de uma posição do meu líder, afinal de contas ele não participa ativamente de nada nos dias atuais, houve algo relevante que ele tenha feito em prol da facção?
Ao ouvir a pergunta do sacerdote o tauren lhe responde sem nenhuma cerimonia.

Panon: – As preocupações do Regente de Luaprata são internas, mesmo após 8 anos os elfos sangrentos ainda não se recuperaram totalmente da cicatriz deixada pelo flagelo. Com tantos problemas os elfos são de pouca ajuda para a Horda, na verdade é a Horda que os ajuda e não o contrario. Quanto ao Lor’Themar, ouvi dizer ele participou da restauração da Quel’Delar, que foi uma poderosíssima arma contra o Flagelo em Nortundria, mas nada além disso.

Logo após responder ao elfo Panon volta a beber seu hidromel, esperando que mais alguém sente-se a mesa juntar-se a conversa.
sentado sozinho em um banco sob as sombras,um sombrio cavaleiro da morte, a duas mesas de distância se levanta e vai até a mesa de Panon. Sem cerimonia ele pergunta:

- O que sabes sobre o paradeiro dos fragmentos da frostmoune...?

(OFF: desculap os erros ortograficos, o teclado nao ta funcionando na acentuaçao.)
Enquanto bebe Panon observa curioso a figura intimidadora que se aproxima, e após ele fazer o seu questionamento lhe responde:

Panon: - Meu amigo, sou um estudioso da historia, não um conhecedor de tudo o que se sucede no mundo. Você provavelmente sabe tanto quanto eu deste assunto, se não mais. Ouvi alguns boatos, mas nada conclusivo afinal não passavam de meras especulações. Todas as coisas envolvendo a queda do Lich Rei permanecem obscuras a historia, pois aconteceram muito recentemente e não vimos ainda as suas consequências. Se quiseres podemos discutir a respeito destas teorias numa outra noite, mas saiba que não poderemos saber com certeza até que o destino dos fragmentos se revele.

(OFF: Sei como é, estou com o mesmo problema hahaha)

(OFF2: Abre um tópico sobre isso onde podemos especular se for do seu interesse, mas não posso lhe responder essa pergunta por que isso ainda não foi revelado hehe)
Ao final da explicação, uma longa lâmina vermelha e dourada pousa sobre um dos ombros do tauren, não dando a impressão de ameaça, mas chamando-lhe a atenção para a figura esguia e pálida às suas costas. A elfa sangrenta trajava uma armadura escura e pesada, um grosseiro contraste com a suavidade de seus traços, mas a indumentária adequada à sua classe guerreira.

- Não era mais fácil dizer ao cavaleiro “viva e você verá”, Boi? – seus olhos verdes encaram o paladino enquanto ela sorri – Ser direto nunca foi seu forte, não é mesmo? – a guerreira guarda sua espada e puxa uma cadeira para sentar-se próxima ao tauren – Mas até essa sua falta de freio nas palavras pode ser útil. Tem algo que está me intrigando há algum tempo e apreciaria uma explicação imparcial sobre o assunto. – ela tira do bolso um pedaço pano desgastado e põe sobre a mesa.

O tecido não era maior do que a palma da elfa, suas bordas eram desfiadas e apresentavam em alguns pontos sinais de terem sido queimadas. Apesar do mau trato, via-se claramente a combinação de azul turquesa, vermelho e branco, que remetiam aos estandartes e tabardas usadas pela Tribo do Lançanegra.

- Eu nunca confiei plenamente nas intenções dos trolls insulares, os Lançanegra sob o comando de Vol’Jin. Achava que assim que houvesse uma oportunidade, trairiam a Horda e se uniriam aos seus “primos selvagens” do continente para um ataque às terras do meu povo. Mas não foi isso que testemunhei em minhas últimas missões. – seu olhar cai sobre o pano sobre a mesa, como se perdido e relembrando eventos passado – A ferocidade com que os Lançanegra atacaram o acampamento de um levante combinado de trolls de Zul’Aman e Zul’Gurubi nas Terras Fantasmas demonstrou que essas tribos podem realmente se odiar. Ou, pelo menos, que os Lançanegra odeiam muito o restante de seu povo. – a elfa volta a olhar para o tauren, agora com um olhar mais objetivo – É isso que me intriga, Boi. Por que os Lançanegra não fazem parte do levante troll dessas “cidades Zul”? Por que Vol’Jin e seus companheiros se voltaram contra seu próprio povo?
Outro Cavaleiro da Morte está no local. Ele se levanta e fala ao Tauren:
-Notei que aqui muitas pessoas estão perguntando coisas a ti, amigo Tauren. Então, tu podes responder a minha pergunta?: O que Sylvanas, que antes de minha raça era, provavelmente está tramando contra seus aliados, como circulam os boatos?

(Off:Ótima ideia a sua, parabéns!)
Panon reconheceu a namorada de seu discípulo assim que a lamina élfica recaiu sobre os seus ombros. Após ouvir a sua pergunta ele pôs-se a falar.

Panon: – Lakota Anie, vejo que mesmo depois de tanto tempo ao lado de Gren’Jin você ainda não confia nos Lançanegra, o que é algo bastante curioso vindo de uma sin’dorei – Panon deixa transparecer um certo desprezo pelos elfos sangrentos quase imperceptível, mas que aqueles que o conhecem notariam – Veja bem, a tribo de Vol’Jin nunca teve uma boa relação com o restante do seu povo, desde a época do antigo Império Gurubashi. Quando o Império se desfez e as tribos começaram a guerrear umas contra as outras pelo território os Lançanegra não resistiram e acabaram forçados a fugir do Vale do Espinhaço.

Uma pequena pausa em que o tauren bebe mais um pouco de seu hidromel.

Panon: – Ocasionalmente eles vieram parar em um arquipélago onde se estabeleceram. Mas muito tempo depois a sua existência voltou a ser ameaçada, quando uma tribo de murlocs liderados por uma Bruxa do Mar naga tentaram tomar a ilha para si. Nessa época os Lançanegra eram liderados pelo pai de Vol’Jin, o sábio Doutor Bruxo Sen’Jin. Com a ajuda da Horda eles conseguiram sobreviver, mas não sem um custo, Sen’Jin morreu durante a batalha que se sucedeu e a ilha foi perdida para sempre, afundada pela Bruxa do Mar.

Panon pausa novamente para beber, e quando percebe que acabou a sua caneca sinaliza para o taverneiro para que traga outra.

Panon: – O que eu quero dizer é que os Lançanegra nunca tiveram uma boa relação com o restante das tribos, e depois de serem salvos por Servo, o filho de Sen’Jin, Vol’Jin assumiu a liderança e jurou lealdade para com a Horda. Quando o tal Profeta Zul dos Zandalari decidiu levantar a bandeira da unidade troll para restaurar a gloria de seu antigo império, o líder dos Lançanegra se lembrou do que o resto das tribos já havia feito pela sua e o que a Horda havia feito. A sua lealdade é clara e inquestionável, mesmo agora que Servo saiu e deixou o filho de Grommash em seu lugar.

Assim que o Andarilho do Sol terminou de falar, Hrotggar trouxe mais uma caneca de bebida e a deixou sobre a mesa, levando a anterior antes de partir. Nesse intervalo outro elfo aproximou-se da mesa para fazer uma pergunta ao Shan’Do, que a ouviu com atenção.

Panon: – Lhe darei uma resposta semelhante a que dei ao seu colega da Lâmina de Ébano, eu estudo a historia, ou seja, os fatos que já se sucederam, esta pergunta que você me faz diz respeito ao que esta por vir. Claro que eu posso discutir isto com você, mas o melhor que eu poderei fazer será exprimir a minha opinião pessoal e formular teorias. Não terei como lhe dizer o que a Rainha dos Amaldiçoados trama, ou que segredos sombrios a rodeiam até que isso seja revelado, mas que há algo sinistro envolvendo a sua antiga General Patrulheira, isso é certo.

(OFF: Brigado, mas a ideia não é minha. Como eu disse lá em cima, um player fez algo semelhante nos fóruns europeus do WarCraft há alguns anos já, eu só adaptei a ideia. O Xarantaur virou até um NPC hehe).
(n sou bom nessa parada de RP entao vou ser simples)

Um renegado Ladino, entra na Taverna para descasar e limpar suas Adagas sujas de sangue de gnomos. Ao ver o lugar cheio, senta sem nem perguntar e pedir licença na mesa de um "BOI". Percebendo que ele era procurado por muitas pessoas, após beber uma caneca bem grande de cerveja ele pra descansar a cabeça e ouvir historia pergunta sobre a LAdina mais foda que ele conhece. O Ladino deseja saber como a Garona teve participação na morte do Medivh e mesmo assim teve um relacionamento com ele a chegar a ter um filho.
Após fazer a pergunta, ele solta uma grande gargalhada (ja meio tonto pela cerveja) e vendo o quão "gay" foi sua pergunta.
Com um grande barulho um orc de armadura pesada de placas entra na taverna. Ao ver Panon ele tira uma garrafa de Cerveja do Trovão e vai até a mesa.
Uruk: - Panon, eu sou Urukwarrior, líder dos Filhos da Horda, eu vim lhe fazer um pedido e espero que aceite essa garrafa de Cerveja do Trovão que eu trouxe de Draenor como pagamento. Temos muitos jovens guerreiros dede que a Horda se estabeleceu em Kalindor, mas poucos são os orcs que prestam homenagem aos que já caíram. Você conta histórias, conte sobre eles, conte sobre a cidade em Arathi chamada Queda do Martelo e de sua importância para toda a Horda. Agora com licença, eu vou prestar minhas homenagens ao verdadeiro líder dos Warsong em Ashenvale.
Um worgen calado observa a movimentação ocorrendo ao redor do famoso tauren, pega uma garrafa de hidromel, se aproxima do tauren levanta a garrafa e grita.

Hakzero: - O que eu encontro aqui, o famoso Corvo da Tempestade, aquele que me ajudaste a concretizar minha vingança contra o Lich Rei. - Hakzero nesse momento respira fundo, pega um pequena bolsa de moedas de ouro presa a sua cintura e lança a mesa. - A próxima de rodada hidromel é por minha conta, em homenagem a esse meu velho amigo. - Pronuncia o cavaleiro da morte enquanto se retira da taverna deixando apenas um ar gélido para trás.
Nesta mesma taverna encontrava-se um anão, bruxo, havia observado toda a conversa, atentamente, sem dar observações, apenas com sua caneca de cerveja, um queijo, e reavaliando sua entrada na aliança depois do acordo do conselho dos três martelos.
Perguntava-se sobre os inimigos de outrora, agora aliados, e também os papéis invertidos, como os elfos de sangue, outrora da aliança, agora da horda.
Relembrou-se de uma antiga batalha que teve contra um humano, onde esteve a beira da morte, fora salvo por um orc, não os orcs da nova horda, mas os orcs do clã da Rocha Negra, da antiga horda, este humano 10 anos depois lutava ao seu lado, ele não se recordava de seu rosto, mas ao fim de uma batalha contou sobre um massacre que ele realizou contra o clan Rocha Negra, onde provavelmente seu salvador havia sido morto pelo seu executor agora aliado.
A tristeza da lembrança e a embriaguez tomavam conta dele.
Levantou-se, levou uma caneca de cerveja, passando por membros da Horda que o fitavam pedindo qualquer reação sinuosa para motivar sua morte, entregou ao paladino e disse algumas palavras, que incluem as do orc que também falava sobre os filhos da Horda.
_ Um presente a todos que estão vivos.
Virou-se e lembrou de todas as almas que havia coletado naquele dia, transformando em armas de combate, lembrou uma frase que ouviu de um antigo bruxo. "Dê valor aos vivos, pois aos mortos só tem valia no brilho de nossas pedras"
Panon ouve atentamente enquanto o renegado lhe pergunta a respeito da ladina Garona Halforcen. Antes que ele pudesse responder, um guerreiro orc lhe oferece uma garrafa da famosa Cerveja do Trovão para que ele conte a historia da batalha que definiu a Nova Horda, e inspirado por essa atitude um bruxo também oferece algo. Nesse momento um antigo companheiro de guerra do Andarilho do Sol o reconhece e paga uma rodada de hidromel em sua homenagem.

Panon: – Não que eu não aguente beber tudo isso, mas vocês tem que parar de me oferecer bebidas assim – E ao falar isso ele empurrou as canecas oferecidas a ele – Eu não quero nada além de dividir o meu conhecimento. Mas se quiserem se sentar e se unirem a mim poderemos todos beber juntos e conversar.

O ex-druida esperou alguns instantes para ver se os generosos ouvintes ficariam para a conversa, e depois disso voltaria a falar independente do que eles decidissem.

Panon: – Bom, vamos começar falando a respeito de como o Guardião de Tirisfal Med’an foi concebido. Para isso precisarei primeiro contar um pouco da vida de Garona, que parece ser o foco da sua pergunta ladino. Ela foi criada pelo bruxo Gul’Dan, que a moldou em uma arma colocando alguns feitiços de controle mental em sua mente desde os primeiros anos de sua vida, que não foram tão longos como de costume, pois ele também utilizou a sua magia negra para faze-la envelhecer mais rapidamente do que o normal. Quando os orcs vieram para Azeroth, eles perceberam que o sangue draenei da orc a tornava parecida com uma humana, então o Conselho das Sombras a mandou no primeiro grupo de batedores. Quando esse grupo confrontou Medivh, todos foram mortos com exceção da ladina, que foi poupada para entregar uma mensagem a Gul’Dan. Depois disso ela passou a agir como uma emissária entre o Conselho das Sombras e o mago possuído. Não se sabe ao certo, mas acredita-se que tenha sido no primeiro ano posterior a abertura do Portal Negro que antecedeu a primeira guerra que Garona tenha se apaixonado por Medivh e tido um caso com ele. Depois disso a historia prossegue como todos conhecem, culminando no assassinato do Rei Llane. O jovem hibrido nasceu depois disso, e por temer que o Conselho das Sombras pudesse força-la mais uma vez através dos feitiços de controle mental que eles haviam lhe imposto, Garona deixou o seu filho sob os cuidados de Meryl, um antigo membro do Conselho de Tirisfal que havia se tornado um morto-vivo através da necromancia.

E ao terminar de falar Panon bebeu mais um pouco de seu hidromel antes de prosseguir.

Panon: – Agora com muito prazer atenderei ao pedido de nosso amigo Urukwarrior, pois a historia que ele me pede para contar é uma de minhas preferidas! – Em sua empolgação o tauren ergue a sua caneca no ar, fazendo com que ela derrama-se um pouco do conteúdo sobre a mesa – Há cerca de 10 anos atrás um jovem orc de 18 anos conhecido apenas como Servo (Thrall) era um escravo do humano chamado Aedelas Mouro Negro... Bom, creio que todos estejam familiares com a fuga dele com a ajuda da dama Teretha Foxton, e sei que muitos aqui presentes tiveram uma participação na ocasião ajudando os dragões de bronze. Após fugir Servo encontrou-se com o famoso Grommash Brado Infernal, que liderava um dos dois últimos clãs livres dos orcs, sendo o outro clã o do próprio Servo, os Lobo da Neve. Servo foi até seu clã e descobriu que era o filho perdido do antigo Chefe Tribal, Durotan, mas ele era humilde e não teve nenhuma pretensão de clamar para si a liderança. Ele então treinou sob a tutelagem do antigo xamã Drek’Thar, e foi o primeiro orc a ser aceito pelos elementos desde a corrupção do seu povo em Draenor. O grande Chefe Guerreiro Orgrimm Martelo da Perdição que havia conseguido escapar de seu cárcere e viva como um eremita ouviu falar do jovem orc sonhador que tinha impressionado o líder dos Canção da Guerra e almejava libertar o seu povo e revitalizar a sua cultura, e então foi até ele disfarçado. Depois de ver o valor de Servo com seus próprios olhos, Orgrimm voltou a acreditar que havia salvação para o seu povo, e juntos eles buscaram a ajuda de Grommash para que iniciassem a libertação do restante dos orcs cativos – Nesse ponto Panon faz uma pequena pausa para beber mais um pouco, tamanha era a sua empolgação que ele sequer percebeu que havia acabado a sua caneca e continuou a falar – A cada vitória que eles conquistavam mais seu exercito aumentava, até que sitiaram o ultimo dos campos de concentração, a fortaleza Durnhole, onde residia o antigo “dono” de Servo! Apesar dos orcs terem vencido e essa batalha ser lembrada com louvor pelos orcs, a vitória teve um alto custo... Martelo da Perdição morreu no confronto! Depois disso, Servo pegou para si a lendária arma da família do antigo Chefe Guerreiro e a sua característica armadura negra, tornando-se o primeiro Chefe Guerreiro da Nova Horda que nascia naquela dia! Depois desse dia a fortaleza Durnhole se tornou a cidade que se chama Queda do Martelo.

(OFF: Desculpem a demora pessoal, andei meio ocupado ultimamente)

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