Jogador de WOW faleceu na tragédia de Santa Maria

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Bom, eu não ia dar pitaco no tópico, mas posso dizer de coração que sinto muito pela tragédia que aconteceu com todo mundo em Santa Maria.

Independente de este tópico estar ou não relacionado ao jogo, ele ainda é um tópico extremamente delicado, onde uma pessoa quis fazer uma homenagem a um dos nossos companheiros de Azeroth que veio a falecer. Acredito que ninguém aqui esteja sendo "hipócrita" (o que provavelmente a pessoa que escreveu isso nem deve saber o significado).

Eu fico muito abalado quando leio notícias de tragédias assim, eu me coloco no lugar das pessoas e apenas imagino a dor que elas devem sentir na hora, deve ser terrível. Por isso eu espero, de coração, que nenhum dos trollzinhos huehuebrbr que vieram aqui puxar briga ou tentar descarrilhar o tópico que vocês nunca passem por metade do sofrimento que essas famílias sofreram.

Sinceramente, já falei em outro tópico, eu não faço questão nenhuma de estar ao redor de pessoas como nosso Warlock bad boy ali, sinceramente, esse comportamento venenoso me afeta e me deixa muito mal.

Ainda fico abalado com a pachorra que algumas tem de fazer piadas e brincar com o sofrimento alheio. >_>

Sinceramente, um Warlock cansado das crianças do fórum.
É normal se colocar na pele de outra pessoa e entender o que ela está sentindo. Isso se chama "empatia".

É normal ter sentimentos por alguém que você nunca viu na vida, porque as pessoas normalmente são capazes de racionalizar e respeitar. O pensamento é algo como: "Se fosse comigo, eu me sentiria triste. Por mais que eu não conheça, essas pessoas merecem um pouco de respeito e energia positiva."

Eu sinto muito por cada um dos pais que perderam os filhos. Por cada um dos adolescentes e adultos que perderam os amigos. Sinto muito porque sei como eu me sentiria se estivesse na pele deles. Sinto muito porque sou capaz de amar. Sinto muito porque sou capaz de sentir empatia. E sinto muito por você também, que aparentemente não é.

Talvez algum dia você, Bärkend, entenda o significado de empatia e se torne uma pessoa melhor.
Espero, de coração, que isso aconteça. O mundo precisa muito de pessoas boas. De pessoas que passem energia positiva. De pessoas que não façam discurso de ódio disfarçado de uma "verdade" que ninguém perguntou e ninguém quer ouvir.

Abraços!
Esse tópico pode até estar no lugar errado, poderia estar na taverna. Mas isso não justifica o desrespeito por alguns aqui apresentados.

Não dá trela gente, daqui a pouco ele cansa, já que o fórum é assim mesmo. Vocês estão dando pra ele exatamente o que ele quer, atenção. Parem de responder ele, só isso...
Eu só fiz 3 coments nesse tópico 1 até dando uma puxada de rabo num carinha mas depois que ele me explicou eu baixei a orelha e pedi desculpas seria legal se nosso amigo Lock ali fizesse o mesmo
Barkend olhe cada foto desse site e ñ fique com um nó no coração:

http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/tragedia-em-santa-maria/veja-quem-sao-as-vitimas-do-incendio-em-boate-de-santa-maria,24c7aef533e7c310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

A foto do player que morreu:
http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/tragedia-em-santa-maria/veja-quem-sao-as-vitimas-do-incendio-em-boate-de-santa-maria,24c7aef533e7c310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

Veja os sonhos nos olhos e se arrependa do seu modo rude.
É normal se colocar na pele de outra pessoa e entender o que ela está sentindo. Isso se chama "empatia".

É normal ter sentimentos por alguém que você nunca viu na vida, porque as pessoas normalmente são capazes de racionalizar e respeitar. O pensamento é algo como: "Se fosse comigo, eu me sentiria triste. Por mais que eu não conheça, essas pessoas merecem um pouco de respeito e energia positiva."

Eu sinto muito por cada um dos pais que perderam os filhos. Por cada um dos adolescentes e adultos que perderam os amigos. Sinto muito porque sei como eu me sentiria se estivesse na pele deles. Sinto muito porque sou capaz de amar. Sinto muito porque sou capaz de sentir empatia. E sinto muito por você também, que aparentemente não é.

Talvez algum dia você, Bärkend, entenda o significado de empatia e se torne uma pessoa melhor.
Espero, de coração, que isso aconteça. O mundo precisa muito de pessoas boas.

Abraços!


Eu sinto muito por você, que se lamenta no travesseiro por cada ilustre desconhecido que morre. Deve passar a vida em uma eterna fossa, com dezenas de milhares de pessoas morrendo o tempo todo pelo mundo.

Ou, como eu perguntei antes, o seu "sinto muito" é seletivo?


Acho que esse "sentir muito" é mais reflexivo do que propriamente uma sensação de tristeza. A gente sente muito porque era uma vida que poderia ter sido poupada se as devidas precauções tivessem sido tomadas. É uma sensação que te impele a pensar em como as coisas estão no mundo e não propriamente à lamentação da morte de alguém que lhe é alheio. Por exemplo, pensar como pessoas em pleno século XXI morrem sufocadas dentro de um lugar que deveria ter sido fiscalizado, deveria responder a uma série de critérios determinados pelos orgãos competentes.

Essa empatia é o que nos empurra na direção da ação, da mudança. Quando pensamos: "porra, poderia ter sido comigo", começamos então a procurar meios para evitar que esse tipo de coisa torne a acontecer conosco ou com alguém próximo. Como professor de história, não consigo pensar em exemplo melhor do que seja esse sentimento de empatia que nos impele a mudar do que o Holocausto judaico.

A maior parte do mundo não conhecia nenhuma daquelas pessoas, mesmo assim conforme as notícias foram chegando de que Judeus estavam sendo sistematicamente exterminados em campos de concentração, o mundo ficou estarrecido. Lógico, não estou aqui comparando os dois eventos, mas perceba que o que se segue ao holocausto judaico é esse mesmo sentimento de empatia com o sofrimento das vítimas e de seus parentes que sofreram algo que poderia e DEVERIA ter sido evitado. É esse tipo de sentimento de "compaixão" que nos move em direção à série de valores humanísticos que guiam nossa sociedade contemporânea, que sempre que nos vemos diante de um grande desafio, nos faz perseverar - enquanto uma coletividade - frente aos trágicos eventos que nunca deveriam ter acontecido.

É como diz a célebre frase dos movimentos de luta contra a impunidade dos crimes políticos do período da ditadura militar brasileira: "para que nunca se esqueça e para que jamais aconteça".
É normal se colocar na pele de outra pessoa e entender o que ela está sentindo. Isso se chama "empatia".

É normal ter sentimentos por alguém que você nunca viu na vida, porque as pessoas normalmente são capazes de racionalizar e respeitar. O pensamento é algo como: "Se fosse comigo, eu me sentiria triste. Por mais que eu não conheça, essas pessoas merecem um pouco de respeito e energia positiva."

Eu sinto muito por cada um dos pais que perderam os filhos. Por cada um dos adolescentes e adultos que perderam os amigos. Sinto muito porque sei como eu me sentiria se estivesse na pele deles. Sinto muito porque sou capaz de amar. Sinto muito porque sou capaz de sentir empatia. E sinto muito por você também, que aparentemente não é.

Talvez algum dia você, Bärkend, entenda o significado de empatia e se torne uma pessoa melhor.
Espero, de coração, que isso aconteça. O mundo precisa muito de pessoas boas.

Abraços!


Eu sinto muito por você, que se lamenta no travesseiro por cada ilustre desconhecido que morre. Deve passar a vida em uma eterna fossa, com dezenas de milhares de pessoas morrendo o tempo todo pelo mundo.

Ou, como eu perguntei antes, o seu "sinto muito" é seletivo?

Percebo que você está vendo a situação como uma dicotomia.

No seu ponto de vista, ou você se importa - ao ponto de chorar, ficar deprimido e realmente ser afetado psicologicamente por isso; ou você não se importa, é totalmente indiferente ao acontecimento e acha hipocrisia o fato de que outros que não deveriam se importar o fazem. Não há meio-termo.

Surpresa: Não é uma dicotomia. Eu posso me importar sem ficar deprimido. Eu posso prestar meus respeitos sem "viver numa fossa". Eu posso ligar para um parente, dizer do fundo do coração que sinto muito a morte da mãe dele, e assim que desligar o telefone sair com amigos e viver a minha vida.

Pense nisso mais como respeito ao sofrimento alheio do que como depressão.
@Aeroshooter, acho que foi a melhor explicação que pude ler aqui...

Mas sinceramente...Não perca seu tempo com pessoas que só conseguem ter uma visão.

"senhor, dai-me forças para mudar o que for possível, coragem para enfrentar o que eu não posso mudar e sabedoria para distingüir as duas coisas"...

Infelizmente não tive sabedoria suficiente e tentei mudar o inalteravel.


Eu sinto muito por você, que se lamenta no travesseiro por cada ilustre desconhecido que morre. Deve passar a vida em uma eterna fossa, com dezenas de milhares de pessoas morrendo o tempo todo pelo mundo.

Ou, como eu perguntei antes, o seu "sinto muito" é seletivo?


Acho que esse "sentir muito" é mais reflexivo do que propriamente uma sensação de tristeza. A gente sente muito porque era uma vida que poderia ter sido poupada se as devidas precauções tivessem sido tomadas. É uma sensação que te impele a pensar em como as coisas estão no mundo e não propriamente à lamentação da morte de alguém que lhe é alheio. Por exemplo, pensar como pessoas em pleno século XXI morrem sufocadas dentro de um lugar que deveria ter sido fiscalizado, deveria responder a uma série de critérios determinados pelos orgãos competentes.

Essa empatia é o que nos empurra na direção da ação, da mudança. Quando pensamos: "porra, poderia ter sido comigo", começamos então a procurar meios para evitar que esse tipo de coisa torne a acontecer conosco ou com alguém próximo. Como professor de história, não consigo pensar em exemplo melhor do que seja esse sentimento de empatia que nos impele a mudar do que o Holocausto judaico.

A maior parte do mundo não conhecia nenhuma daquelas pessoas, mesmo assim conforme as notícias foram chegando de que Judeus estavam sendo sistematicamente exterminados em campos de concentração, o mundo ficou estarrecido. Lógico, não estou aqui comparando os dois eventos, mas perceba que o que se segue ao holocausto judaico é esse mesmo sentimento de empatia com o sofrimento das vítimas e de seus parentes que sofreram algo que poderia e DEVERIA ter sido evitado. É esse tipo de sentimento de "compaixão" que nos move em direção à série de valores humanísticos que guiam nossa sociedade contemporânea, que sempre que nos vemos diante de um grande desafio, nos faz perseverar - enquanto uma coletividade - frente aos trágicos eventos que nunca deveriam ter acontecido.

É como diz a célebre frase dos movimentos de luta contra a impunidade dos crimes políticos do período da ditadura militar brasileira: "para que nunca se esqueça e para que jamais aconteça".


Porra! Enfim uma resposta que não é só sentimentalismo barato. Parabéns, cara. Mesmo.

Se você pode dar uma utilidade para uma tragédia, é essa: a de pessoas tomarem ações para evitar que ela se repita. Tudo bem que as ações tomadas pelos judeus e seus aliados após a Segunda Guerra resultaram na criação de um Estado sionista que usa o holocausto como escudo anti-críticas, e que trata seus vizinhos de maneira tão ruim quanto a Alemanha Nazista tratava os dela.

Muito mais útil do que criar um tópico aqui no fórum para expressar um suposto sentimento de luto, seria as pessoas tomarem atitudes para que acidentes como esse não se repitam. Em um país mais sério que o nosso, cada jornal estaria fazendo reportagens investigativas sobre a situação das casas noturnas de sua cidade. Estariam aproveitando a atenção do público para exibir problemas que tem muito mais chance de serem resolvidos agora.

Eu moro em Curitiba, e já cobrei do jornal de maior circulação daqui uma reportagem sobre o assunto. Aí sim eles estariam fazendo um jornalismo sério. Mas não obtive nenhuma resposta. Parece que é muito mais fácil e rentável montar um circo em cima do caso, com reportagens sensacionalistas que não levam a lugar nenhum.

Não precisei de nenhum sentimento de empatia ou de compaixão pelas vítimas para agir assim. Qualquer pessoa poderia ter feito o mesmo que eu, mas ao invés disso elas preferem ficar fazendo pose de luto, divulgando seus pêsames e sentimentos por alguém por quem elas nunca tiveram sentimento nenhum. Parece uma necessidade de vender uma imagem de pessoas bondosas e amáveis.

É muito mais cômodo para elas agir desse modo, assim como é mais cômodo para os jornais fazer suas reportagens baratas até que as pessoas esqueçam o caso e parem de se importar. Quer dizer, até as pessoas que fingem que se importam pararem de fingir.
Não precisei de nenhum sentimento de empatia ou de compaixão pelas vítimas para agir assim. Qualquer pessoa poderia ter feito o mesmo que eu, mas ao invés disso elas preferem ficar fazendo pose de luto, divulgando seus pêsames e sentimentos por alguém por quem elas nunca tiveram sentimento nenhum. Parece uma necessidade de vender uma imagem de pessoas bondosas e amáveis.

É muito mais cômodo para elas agir desse modo, assim como é mais cômodo para os jornais fazer suas reportagens baratas até que as pessoas esqueçam o caso e parem de se importar. Quer dizer, até as pessoas que fingem que se importam pararem de fingir.

Talvez as pessoas realmente sejam bondosas e amáveis. Talvez ninguém esteje realmente fingindo. Talvez aquela pessoa que postou mensagem de luto que você achou muito melosa no Facebook também ligou para o jornal. Como você saberia?

Um dos maiores erros que você pode cometer em uma situação social é achar que os outros pensam da mesma maneira que você.
As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.

Nada impede?

Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada, que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho.

Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima. Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.

Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.

E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se empilham: políticos corruptos, empresários que só visam ao lucro sem respeitar a legislação, pessoas que “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas “coisinhas” que se faz no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.

É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia. Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos.

Ninguém espera que você e eu passemos a agir como heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma corrente de acertos e de responsabilidade – colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.

Martha Medeiros, ZH 30/01
Voltando ao assunto que interessa; gostei da ideia repassada antes dos comentários lixos dos cidadãos...Queria saber a posição da moderação de informar a Blizzard que desse fato lamentável que parou o mundo se perdeu a vida de um jogador, e não é qualquer jogador, visto pela sua armory, era um jogador excelente. Sendo assim seria legal uma homenagem, um NPC com o NICK dele ou simplesmente um memorial em orgrimar, que aparecesse somente nos REALMS BRs que fosse...moderação da o feedback ai...não gostaram da idéia?
Se possivel alguem mais influente tipo a Karýn ou o Driver poderia abrir um tópico para isso...eu acho justo este ser homenageado ingame, pq pela sua dedicação, adorava jogar e desbravar o mundo de azeroth...
As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.

Nada impede?

Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada, que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho.

Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima. Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.

Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.

E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se empilham: políticos corruptos, empresários que só visam ao lucro sem respeitar a legislação, pessoas que “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas “coisinhas” que se faz no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.

É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia. Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos.

Ninguém espera que você e eu passemos a agir como heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma corrente de acertos e de responsabilidade – colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.

Martha Medeiros, ZH 30/01


Mto bom...
Foi o que eu quis dizer ali em cima falando sobre empatia.

E digo mais, acho a ideia de algum evento in-game muito boa mesmo. Acho que todos os setores da nossa sociedade (e a comunidade BR de World of Warcraft é um deles) devem se mobilizar. E uma das maneiras de nós, jogadores, fazermos alguma coisa é fazendo algum tipo de tributo a esse "colega de ofício".
30/01/2013 15:28Citação de Badfish
Martha Medeiros, ZH 30/01


Excepcional! Pode mandar a conta do Name Change para Goodfish, eu pago...

Tem um texto circulando a muito pela internet, e acho que cabe, para aqueles que assim desejam:

Quem não é de Santa Maria, talvez não esteja entendendo o porquê de tamanha comoção. A questão é que Santa Maria não é apenas uma cidade, é uma fase na vida de boa parte dos gaúchos.

Santa Maria é uma cidade onde muita gente se descobre adulto. Deixamos a casa dos pais e acabamos fazendo amizades com uma facilidade imensa, porque todo mundo se sente meio órfão em Santa Maria.

É aqui que vivemos com estes amigos as histórias que não poderemos contar para os nossos filhos, mas que com certeza lembraremos para sempre. É onde conhecemos as melhores pessoas que levaremos para a vida, muitas destas perdidas nessa tragédia.

Aqui o desconhecido do início da festa se torna amigo de infância até o final da noite. Uma cidade onde é difícil ficar sozinho, porque em qualquer lugar que se vá, algum conhecido da faculdade estará por lá. Aliás, a impressão que tenho é que o mundo é uma porção de terra ao redor de Santa Maria, porque é incrível como sempre encontramos um santa-mariense, seja lá qual dos cantos do planeta estejamos.

Santa Maria é uma cidade onde se pode sair com 2 pilas no bolso e voltar bêbado para casa, porque sempre surgem copos de cerveja durante a madrugada. É aqui que conhecemos um bando de loucos que daqui uns anos serão profissionais das mais diversas áreas pelo país todo, afinal, aqui todo mundo é universitário.

Santa Maria é uma cidade pequena com cara de cidade grande, ou uma cidade grande com o sentimento de uma cidade interiorana. O que fica disso tudo é que, deveras, Santa Maria é a cidade coração do Rio Grande.


Nossa Santa Maria...
30/01/2013 17:27Citação de Patada
Nossa Santa Maria...

Patada tmbm sou de SM, vc faz o que?
30/01/2013 17:34Citação de Dealmaster
Patada tmbm sou de SM, vc faz o que?


Quase tudo menos jogar wow ultimamente...

Trabalho e estudo, mas estou morando numa cidade próxima... Louco pra correr pra lá e dar uma abraço nos amigos e na família... :/
30/01/2013 17:40Citação de Bärkend
Cof, cof, cof, ahem, ahem, cof, COF!!! Ai... Desculpa. Bairrismo faz eu engasgar.

Eu odeio bairrismo e não vi nenhum no texto.

O mais perto de bairrismo foi dizer que o resto do mundo parece um punhado de terra, mas ali o cara explica o motivo, tem pessoas de lá por todo canto. O que é verdade.

Eu conheço 5 pessoas de Santa Maria que estão morando em Curitiba e em Floripa. E olha que eu não conheço muita gente.

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